O incidente de Lin Biao foi a morte de Lin Biao, o único vice-presidente do Partido Comunista Chinês, num acidente aéreo perto de Öndörkhaan, na Mongólia, em 13 de setembro de 1971. Lin era o herdeiro oficial de Mao Zedong desde 1966 e viajava com vários familiares num Hawker Siddeley Trident da Força Aérea do Exército de Libertação Popular quando todas as nove pessoas a bordo morreram. O governo chinês afirmou que Lin tentara desertar para a União Soviética após um plano fracassado para assassinar Mao, e que a aeronave ficara sem combustível. O episódio ocorreu a meio da Revolução Cultural e é amplamente estudado pelas suas consequências políticas.
Versão oficial chinesa



Segundo o governo chinês, Lin acreditava que Mao já não confiava nele e planeou um golpe de Estado, que o seu filho Lin Liguo e os subordinados designaram como Projeto 571. Depois de Mao ter alterado o itinerário do seu comboio, a tentativa de assassinato fracassou. O grupo de Lin optou então por fugir para a União Soviética em vez de se dirigir à sua base de poder no sul. A aeronave descolou sem combustível suficiente e despenhou-se. Como muitos registos governamentais foram destruídos no final da década de 1970, a versão assenta sobretudo nas confissões de funcionários expurgados, que os investigadores não chineses geralmente consideram pouco fiáveis.
Ceticismo e provas posteriores



Desde 1971, investigadores fora da China têm questionado a explicação oficial, argumentando que a deserção para a União Soviética seria uma escolha ilógica e que Lin tinha poucas razões para tentar um golpe. Segundo consta, as primeiras investigações soviéticas confirmaram a morte de Lin e concluíram que a aeronave tinha combustível suficiente para chegar à URSS. Foram propostas várias teorias alternativas, incluindo a de que Mao ordenara o abate do avião. O governo chinês manteve a sua conclusão oficial e recusou-se a reavaliá-la.
