Romain Gary (nascido Roman Leibovich Kacew; 1914–1980) foi um romancista, diplomata, realizador de cinema e aviador militar franco-lituano. É o único autor a ter ganho duas vezes o Prémio Goncourt, uma delas sob o pseudónimo Émile Ajar. É considerado um dos grandes escritores da literatura francesa da segunda metade do século XX, conhecido por uma produção prolífica de mais de 30 romances, ensaios e memórias.
Infância e guerra

Nascido em Vilnius, Gary mudou-se com a mãe para Nice, em França, ainda adolescente, e mais tarde tornou-se cidadão francês por naturalização. Ingressou na Força Aérea Francesa em 1938, mas não foi promovido a oficial, o que atribuiu à desconfiança em relação a ele por ser estrangeiro e judeu. Durante a Segunda Guerra Mundial juntou-se às Forças Francesas Livres, realizou missões de bombardeamento a partir de Inglaterra e foi condecorado por bravura, recebendo, entre outras honras, o título de Companheiro da Libertação.
Carreira literária
Gary publicou o seu primeiro romance, Éducation européenne, em 1945. Ganhou o Prémio Goncourt em 1956 com Les racines du ciel e voltou a ganhá-lo em 1975 sob o pseudónimo Émile Ajar, com La vie devant soi. A identidade de Ajar foi ocultada durante anos, com Paul Pavlowitch a surgir publicamente como autor, até Gary revelar a verdade num livro póstumo. Gary escreveu também argumentos para cinema e realizou um filme no início da década de 1970.
Serviço diplomático e morte

Após a guerra, Gary trabalhou como diplomata francês na Bulgária, na Suíça, em Nova Iorque, em Londres e em Los Angeles, onde foi Cônsul-Geral. Foi demitido do ministério dos Negócios Estrangeiros em 1961. Suicidou-se em Paris, a 2 de dezembro de 1980, deixando uma nota em que se identificava como Émile Ajar.
Honras e reconhecimento
A obra de Gary é lembrada pela sua diversidade, abrangendo romances, memórias e cinema. A sua dupla vitória no Goncourt permanece única na história do prémio, que apenas permite um galardão por autor.
