Misantropia é um ódio, aversão ou desconfiança geral em relação à espécie humana, ao comportamento humano ou à natureza humana. Uma pessoa que sustenta tais opiniões é chamada de misantropo. Essa atitude é uma avaliação negativa da humanidade como um todo, baseada nas falhas humanas, e os misantropos defendem que essas falhas caracterizam todos ou a maioria dos seres humanos e não podem ser facilmente corrigidas sem uma transformação completa do modo de vida dominante.
Formas e alcance




Os estudiosos distinguem vários tipos de misantropia de acordo com a atitude envolvida, a forma como se expressa e quem é o alvo. A atitude pode basear-se na emoção ou em juízos teóricos, e pode incluir o próprio misantropo ou excluir algumas pessoas admiradas. Alguns misantropos condenam a si mesmos, enquanto outros se consideram superiores. As expressões vão desde o desejo destrutivo de causar dano aos outros ou de se afastar da sociedade, até o ativismo que visa melhorar a humanidade, passando pelo quietismo resignado e pelo humor que zomba do absurdo da condição humana.
Debate e influência



Os defensores apontam falhas morais, intelectuais e estéticas, como a crueldade, a ganância, o dogmatismo e a indiferença diante do sofrimento, como razão suficiente para condenar a humanidade. Os críticos respondem que as falhas graves pertencem apenas a casos extremos e que os seres humanos também possuem virtudes. A misantropia foi discutida por filósofos como Diógenes, Thomas Hobbes e Arthur Schopenhauer, aparece em alguns ensinamentos religiosos e figura em obras de William Shakespeare, Molière e Jonathan Swift.
