Rictrude foi uma santa merovíngia do século VII e abadessa da Abadia de Marchiennes, na Flandres. Nascida na região do Périgord em uma família nobre, casou-se com Adalberto, um nobre, apesar da desaprovação de seus pais. Após o assassinato de seu marido, dedicou-se à vida religiosa. Embora o rei a tenha pressionado para se casar novamente, ela permaneceu firme em seus votos monásticos. Ela acabou governando o mosteiro de Marchiennes por quarenta anos, servindo como uma figura significativa no cenário religioso e político do reino franco.
Vida e família

O casamento de Rictrude com Adalberto gerou quatro filhos, todos os quais foram posteriormente reconhecidos como santos. Após a morte de seu marido, ela buscou ingressar na vida religiosa sob a orientação de São Amando. Apesar das tentativas reais de forçá-la a um segundo casamento para assegurar influência política, ela conseguiu manter seu compromisso com Deus. Ela passou quatro décadas liderando o mosteiro em Marchiennes, o qual ela ajudou a estabelecer.
Veneração e legado
Após sua morte, por volta dos 74 anos, Rictrude foi lembrada por vários milagres, como a cura de cegos e paralíticos. Seus restos mortais estão sepultados em Marchiennes, e ela é comemorada nas tradições católica, anglicana e ortodoxa. Sua festa é celebrada em 12 de maio, e várias igrejas na Flandres permanecem dedicadas à sua memória.
