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Batalha de Xangai

Batalha de Xangai
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Data
13 de agosto – 26 de novembro de 1937
Local
Xangai e regiões vizinhas
Desfecho
Vitória japonesa

A Batalha de Xanghai (chinês simplificado: 淞沪会战; chinês tradicional: 淞滬會戰; pinyin: Sōng hù huìzhàn) ou Segundo Incidente em Xangai (em japonês: 第二次上海事変) foi uma grande batalha urbana travada entre o Império do Japão e a República da China, de agosto a novembro de 1937, na cidade chinesa de Xangai durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa. Foi a segunda batalha pela cidade e o primeiro dos vinte e dois confrontos principais travados entre o Exército Nacional Revolucionário Chinês e o Exército Imperial Japonês de 1937 a 1945.

Os japoneses finalmente venceram após mais de três meses de extensos combates em terra, no ar e no mar. Ambos os lados acusaram-se mutuamente de usar armas químicas durante a batalha, tendo sido confirmado que as forças japonesas utilizaram ilegalmente gás venenoso pelo menos treze vezes. O historiador Peter Harmsen afirmou que a batalha "pressagiou o combate urbano como seria travado não apenas durante a Segunda Guerra Mundial, mas durante o restante do século XX" e que "sinalizou a totalidade da guerra urbana moderna". Envolvendo mais de um milhão de soldados em ambos os lados, foi a maior batalha urbana até a Batalha de Stalingrado, que ocorreu quase 5 anos depois.

Antecedentes

Desde a invasão japonesa da Manchúria em 1931, seguida pelo ataque japonês a Xangai em 1932, ocorreram conflitos armados contínuos entre a China e o Japão sem uma declaração oficial de guerra. Esses conflitos finalmente aumentaram em julho de 1937, quando o Incidente da Ponte Marco Polo desencadeou o avanço total do Japão.

Xangai era a maior e mais cosmopolita cidade da China, sendo a quinta maior cidade do mundo na época. Xangai era conhecida como a "Pérola do Oriente" e "Paris do Oriente", sendo o principal centro comercial e o maior porto da China. Durante a feroz batalha de três meses, as forças da China e do Japão lutaram no centro de Xangai, nas cidades periféricas e nas praias do rio Yangtze e da baía de Hangzhou, onde os japoneses haviam feito desembarques anfíbios. A batalha foi difundido pelo globo por causa da grande população internacional vivendo em Xangai, a qual foi testemunha ocular dos violentos combates de rua e da destruição generalizada da cidade. Nas palavras do correspondente americano Edgar Snow:

Era como se Verdun tivesse acontecido no Sena, à vista de uma Paris da Margem Direita que era neutra; como se uma Gettysburg fosse travada no Harlem, enquanto o resto de Manhattan permanecia um observador não-beligerante.

A batalha por Xangai pode ser dividida em três etapas e eventualmente envolveu cerca de um milhão de soldados. A primeira fase durou de 13 a 22 de agosto de 1937, durante a qual o Exército Nacional Revolucionário (ENR) entou erradicar a presença de tropas japonesas no centro de Xangai em sangrentos combates urbanos. A segunda fase durou de 23 de agosto a 26 de outubro de 1937, durante a qual os japoneses lançaram desembarques anfíbios na costa de Jiangsu e os dois exércitos travaram uma batalha de casa em casa na região do riacho ao norte de Xangai, com os japoneses tentando obter o controle da cidade e das regiões vizinhas. A última fase, que vai de 27 de outubro ao final de novembro de 1937, envolveu a retirada do exército chinês diante das manobras de flanco japonesas e o combate que se seguiu na estrada para a então capital da China, Nanquim. Além dos combates urbanos, a guerra de trincheiras também foi travada na periferia da cidade.

Prelúdio

O Incidente Ōyama em 9 de agosto de 1937.
O Incidente Ōyama em 9 de agosto de 1937.
Soldados japoneses em Xangai.
Soldados japoneses em Xangai.
Soldados chineses usando máscaras contra gases. Note os capacetes alemães Stahlhelm M-35 usado pelos chineses
Soldados chineses usando máscaras contra gases. Note os capacetes alemães Stahlhelm M-35 usado pelos chineses
Fotografia do bebê sobrevivente de um ataque japonês a uma estação ferroviária de Xangai.
Fotografia do bebê sobrevivente de um ataque japonês a uma estação ferroviária de Xangai.
Soldados japoneses ao lado da estátua quebrada do Dr. Sun Yat Sen, um dos heróis chineses.
Soldados japoneses ao lado da estátua quebrada do Dr. Sun Yat Sen, um dos heróis chineses.
5 imagens

Incidente Ōyama

Em 9 de agosto, o tenente Isao Ōyama (大山勇夫) e seu motorista, o marinheiro de primeira classe Saito Yozo, das Forças Especiais Terrestres da Marinha japonesa (海軍特別陸戦隊), chegaram em alta velocidade em um carro até o portão do aeroporto de Hongqiao. Quando foram parados por um guarda chinês, o tenente e seu motorista tentaram passar pelo portão. O guarda os parou novamente e Ōyama atirou e matou o guarda. Outros guardas chineses responderam ao fogo, e Ōyama e Saito foram mortos no tiroteio. O acesso ao aeroporto de Hongqiao foi uma violação dos termos acordados entre a China e o Japão no âmbito do cessar-fogo assinado em 1932.

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Texto da Wikipédia, CC BY-SA 4.0 · Artigo de origem