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Pride Fighting Championships

Pride Fighting Championships

O essencial

data de criação ou fundação11 de outubro de 1997
instância denegócio, evento desportivo recorrente
paísJapão
Todos os dados da infocaixa 10
Tipo anterior
Privada
Atividade
Promoção de Artes Marciais Mistas
Fundação
11 de outubro de 1997 (29 anos)
Fundador(es)
Nobuyuki Sakakibara
Destino
Comprado pela Zuffa
Encerramento
4 de outubro de 2007 (19 anos)
Sede
Tokyo, Japão
Empresa-mãe
Dream Stage Entreteniment (1997-2007)Zuffa/WME-IMG
Sucessora(s)
DREAMRIZIN Fighting Federation
Website
http://www.pridefc.com/

PRIDE Fighting Championships, PRIDE FC ou simplesmente PRIDE foi um evento internacional de artes marciais mistas (MMA), organizado pela empresa DSE (Dream Stage Entertainment), com Nobuyuki Sakakibara como presidente e Nobuhiko Takada como diretor técnico. Os eventos eram realizados principalmente no Japão, e a organização foi considerada o maior e mais popular evento de MMA do mundo durante seus dez anos de existência.

Seus eventos eram transmitidos pelo pay-per-view e TV Aberta para milhões de pessoas no Japão e em mais de 40 países. Em 2006, a organização realizou seu primeiro evento fora do Japão, realizando um evento nos Estados Unidos. No Brasil, os eventos do Pride foram transmitidos inicialmente pelo Premiere Esportes e, posteriormente, pelo Premiere Combate, alcançando grande popularidade entre os fãs brasileiros de artes marciais mistas. Posteriormente, o Combate passou a disponibilizar conteúdos e lutas históricas do Pride em sua programação e acervo.

O PRIDE foi criado em 1997 com o objetivo inicial de promover uma luta entre Nobuhiko Takada, figura de destaque da Luta Livre Profissional japonesa (Puroresu) e Rickson Gracie, lutador de Jiu-jitsu brasileiro da família Gracie e campeão de vale-tudo no Brasil. O primeiro evento, posteriormente denominado Pride 1, no Tokyo Dome, teve Tokyo Dome teve cerca de 47.000 espectadores e recebeu grande a atenção da mídia japonesa. Com o sucesso do primeiro evento, e o UFC na época atravessando uma fase de dificuldades, o PRIDE tornou-se a principal organização então emergente esporte do MMA. O PRIDE promoveu, em 2002, o evento de MMA com maior público ao vivo da história, em coprodução com o K-1, o Pride/Shockwave Dynamite, com público recorde de 91.107 espectadores.

Influenciado pela tradição da luta livre profissional japonesa, o PRIDE era conhecido pelo forte componente de espetáculo. Seus eventos contavam com grandes cerimônias de abertura e entradas elaboradas dos lutadores. Os eventos de Ano Novo do PRIDE eram considerados seus carros-chefes; tradicionalmente realizados na Saitama Super Arena, eles contavam com algumas das maiores lutas da organização. Não havia categorias de peso formais — exceto em disputas de cinturão e torneios Grand Prix — e os lutadores frequentemente enfrentavam oponentes de pesos totalmente distintos. As regras do PRIDE também diferiam das Regras Unificadas das Artes Marciais Mistas (usadas pelo UFC), permitindo chutes, pisões e joelhadas em oponentes caídos, arremessos com impacto direto na cabeça e permitindo mais roupas de luta, incluindo sapatilhas de wrestling e keikogis. As lutas ocorriam em um ringue de cordas semelhante ao boxe e duravam um round inicial de dez minutos, seguido por dois rounds de cinco minutos.

O evento reuniu lutadores de destaque de diversos países, com grande participação brasileira.. Alguns lutadores notáveis que passaram pelo PRIDE incluem Fiódor Emelianenko, Wanderlei Silva, Maurício "Shogun" Rua, Quinton "Rampage" Jackson, Mirko "Cro-cop", Dan Henderson, Kazushi Sakuraba, Antônio Rodrigo "Minotauro" Nogueira, Fabrício Werdum, Anderson "Spider" Silva, Alistair Overeem, Mark Coleman, entre outros.

Em 2006, reportagens sobre supostas ligações entre Yakuza e os executivos da DSE levaram ao fim dos lucrativos contratos com a TV Fuji e a uma crise financeira na DSE. O PRIDE foi comprado pela Zuffa, empresa-mãe do Ultimate Fighting Championship (UFC) dos Estados Unidos, O objetivo inicial era manter a marca separada e promover disputas entre as duas entidades, o que não ocorreu e o encerramento foi anunciado em outubro de 2007. Em 13 de novembro de 2008, antigos dirigentes criaram o DREAM, em parceira com o K-1, considerado por alguns como sucessor informal do PRIDE.

Em 2015 o co-fundador do Pride, Nobuyuki Sakakibara criou o RIZIN Fighting Federation após a falência do DREAM em 2012.

As regras

Cerimônia de abertura do evento.
Cerimônia de abertura do evento.
Luta entre Fiódor Emelianenko e Mark Coleman
Luta entre Fiódor Emelianenko e Mark Coleman
2 imagens

Para a realização do PRIDE USA, algumas regras foram adaptadas às exigências das comissões atléticas norte americanas. As mudanças permitiram a realização do evento sob regulamentação local. Exemplos: Chutes e joelhadas não eram permitidos se o lutador estivesse na posição de três ou quatro apoios. Cotoveladas continuaram proibidas.

O formato das lutas do PRIDE, com um round de 10 minutos e dois de 5 minutos, também foi alterado. No PRIDE USA, passaram a ser três rounds, com cinco minutos cada. Segundo a organização, as mudanças visavam proteger a integridade física dos lutadores.

Campeões em cada categoria

No início, o PRIDE não era dividido em categorias e o primeiro torneio foi na categoria Absoluto (sem limite de peso), com vencedor o americano Mark Coleman.

Posteriormente o PRIDE foi dividido em 4 categorias (Pesado, Médio, Meio-Médio e Leve) cada uma com um campeão. Além dos cinturões de cada categoria, havia também os campeões dos Grand Prix, torneios realizados anualmente.

Quando Zuffa, LLC comprou o PRIDE, buscou unificar os títulos dos médios e meio-médios com os seus próprios títulos dos meio pesados (205 libras) e dos médios (185 lbs). Dan Henderson, que detinha os cinturões dos médios do PRIDE e os meio médios no momento da aquisição, foi derrotado em duas lutas de unificação, a primeira foi contra Quinton Jackson em setembro de 2007 e depois contra Anderson Silva em março de 2008.

Os titulares abaixo são os lutadores que detinham os títulos em 8 de abril de 2007, data do último evento promovido pelo PRIDE FC.

Divisão dos pesos

Divisão Peso limite Campeão Desde Defesas de títulos
Pesos-pesados Acima 93 kg (205 lbs) Fedor Emelianenko Pride 25 3
Pesos-médios 93 kg (205 lbs) Dan Henderson Pride 33 0
Pesos meio-médios 83 kg (183 lbs) Dan Henderson Pride Shockwave 2005 0
Pesos-leves 73 kg (161 lbs) Takanori Gomi Pride Shockwave 2005 1

Torneios

Um asterisco (*) indica que o torneio foi também uma luta pelo título.

Ano/Divisão do Peso Campeão Evento
2000 Absoluto Mark Coleman Pride Grand Prix 2000 Finals
2003 Medios Wanderlei Silva Pride Final Conflict 2003
2004 Peso Pesado Fedor Emelianenko Pride Shockwave 2004*
2005 Medios Mauricio "Shogun" Rua Pride Final Conflict 2005
2005 Meio-Medios Dan Henderson Pride Shockwave 2005*
2005 Pesos Leves Takanori Gomi Pride Shockwave 2005*
2006 Absoluto Mirko "Cro Cop" Filipović Pride Final Conflict Absolute
2006 Meio-Medios Kazuo Misaki Pride Bushido 13
  • *No UFC 75, Quinton Jackson unificou os cinturões do PRIDE FC e do UFC dos pesos médios que no UFC é a categoria dos meio pesados, ao derrotar Dan Henderson; Atualmente o cinturão unificado pertence Alex Pereira.
  • **No UFC 82, Anderson Silva unificou os cinturões do PRIDE FC e do UFC pesos meio-médios que no UFC é a categoria dos médios, ao derrotar Dan Henderson; Atualmente o cinturão unificado pertence a Dricus du Plessis.

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