Para informações gerais sobre o Renascimento italiano:
Para informações gerais sobre a Pintura no Renascimento:
Na arte e na ciência, a as cidades-Estado da península Itálica foram os catalisadores do progresso durante o Renascimento.
Renascimento é uma palavra com vários significados. Por isso, a pintura dessa época não se refere a um estilo único. A arte da Renascença surgiu de uma nova sociedade, que se desenvolvia com rapidez. Ela marcou a passagem do mundo medieval para o moderno e, assim, estabeleceu o alicerce da sociedade ocidental de hoje.
Os pintores do Renascimento italiano, embora ligados a cortes particulares e leais a certas cidades, viajaram por toda Itália, muitas vezes ocupando status de diplomatas e disseminando ideias artísticas e filosóficas.A cidade que é considerada o berço do Renascimento, e particularmente da pintura do Renascimento, é Florença.
O Renascimento na Itália começou de forma gradual e seus primórdios se evidenciam na arte de Giotto. A busca pela precisão científica e pelo maior realismo culminou no equilíbrio de Rafael Sanzio e Michelangelo. A influência do humanismo reflete-se na variedade de temas temporais. Na fase final da Renascença, o maneirismo tornou-se o estilo dominante.
Desse modo, a pintura do Renascimento italiano pode ser dividida em quatro fases:
Fases do Renascimento italiano









Proto-renascença
Tradições da pintura toscana do século XIII
A arte da região da Toscana no final do século XIII era dominada por dois mestres do estilo Italo-Bizantino, Cimabue, de Florença, e Duccio, de Siena. As suas encomendas eram sobretudo pinturas religiosas, várias delas grandes retábulos representando a Virgem com o Menino. Estes dois pintores, juntamente com os seus contemporâneos Guido of Siena, Coppo di Marcovaldo e o misterioso pintor sobre cujo estilo a escola poderá ter sido baseada, o chamado Mestre de São Bernardino, trabalhavam de uma maneira altamente formalizada e dependente da antiga tradição da pintura de ícones. Nestas pinturas a têmpera, muitos dos detalhes eram rigidamente determinados pelo tema, sendo, por exemplo, a posição precisa das mãos da Virgem e do Menino Jesus ditada pela natureza da bênção que a pintura invocava sobre o observador. O ângulo da cabeça e dos ombros da Virgem, as dobras do seu véu e as linhas com que os seus traços eram definidos tinham sido repetidos em inúmeras pinturas semelhantes. Cimabue e Duccio deram passos no sentido de um maior naturalismo, assim como o seu contemporâneo Pietro Cavallini, de Roma.
Giotto
Giotto (1266–1337), tradicionalmente considerado um jovem pastor das colinas a norte de Florença, tornou-se aprendiz de Cimabue e destacou-se como o mais notável pintor do seu tempo. Giotto, possivelmente influenciado por Pietro Cavallini e por outros pintores romanos, não baseava as figuras que pintava numa tradição pictórica, mas na observação da vida. Ao contrário das figuras dos seus contemporâneos bizantinos, as figuras de Giotto são solidamente tridimensionais; apoiam-se firmemente no solo, possuem uma anatomia discernível e estão vestidas com trajes dotados de peso e estrutura. Mais do que qualquer outra característica, porém, aquilo que distingue as figuras de Giotto das dos seus contemporâneos são as suas emoções. Nos rostos das figuras de Giotto encontram-se alegria, raiva, desespero, vergonha, despeito e amor.
O ciclo de afrescos da Vida de Cristo e da Vida da Virgem que pintou na Capela dos Scrovegni, em Pádua, estabeleceu um novo padrão para as imagens narrativas. A sua Ognissanti Madonna encontra-se na Galeria Uffizi, em Florença, na mesma sala que a Santa Trinita Madonna, de Cimabue, e a Ruccellai Madonna, de Duccio, onde é possível comparar facilmente os estilos das três obras. Uma das características evidentes na obra de Giotto é a sua observação de uma perspetiva naturalista. É considerado o arauto do Renascimento.
Contemporâneos de Giotto
Giotto teve vários contemporâneos que foram treinados e influenciados por ele, ou cuja observação da natureza os conduziu numa direção semelhante. Embora vários discípulos de Giotto tenham assimilado a orientação que a sua obra havia tomado, nenhum alcançou o mesmo êxito que ele. Taddeo Gaddi realizou uma das primeiras grandes pinturas de uma cena noturna em Annunciation to the Shepherds, na Baroncelli Chapel, na Igreja de Santa Croce, em Florença.
As pinturas da Upper Church da Basilica of St. Francis, Assisi são exemplos da pintura naturalista do período, frequentemente atribuídas ao próprio Giotto, mas mais provavelmente realizadas por artistas do círculo de Pietro Cavallini. Uma pintura tardia de Cimabue na Lower Church de Assis, a Madonna and St. Francis, também revela claramente um maior naturalismo do que as suas pinturas sobre painel e os restos dos seus afrescos anteriores na igreja superior.
Mortalidade e redenção
Um tema comum na decoração das igrejas medievais era o Juízo Final, que nas igrejas do norte da Europa ocupa frequentemente um espaço escultórico sobre a porta ocidental, mas que em igrejas italianas, como a Capela dos Scrovegni de Giotto, é pintado na parede interior ocidental. A Peste Negra de 1348 levou os seus sobreviventes a concentrarem-se na necessidade de enfrentar a morte num estado de penitência e absolvição. A inevitabilidade da morte, as recompensas dos penitentes e as penas do pecado foram enfatizadas em vários afrescos, notáveis pelas suas representações sombrias do sofrimento e pelas suas imagens surreais dos tormentos do Inferno.
Entre estes encontram-se o Triumph of Death, de Orcagna, discípulo de Giotto, atualmente em estado fragmentário no Museu de Santa Croce, e o Triumph of Death do Camposanto Monumentale, em Pisa, realizado por um pintor desconhecido, possivelmente Francesco Traini ou Buonamico Buffalmacco, que trabalhou nos outros três de uma série de afrescos sobre o tema da Salvação. Não se sabe exatamente quando estes afrescos foram iniciados, mas geralmente presume-se que sejam posteriores a 1348.
Dois importantes pintores de afrescos estiveram ativos em Pádua no final do século XIV: Altichiero e Giusto de' Menabuoi. A obra-prima de Giusto, a decoração do Batistério de Pádua, segue o tema da Criação, Queda e Salvação da humanidade, incluindo também um raro ciclo do Apocalipse no pequeno coro. Embora toda a obra seja excecional pela sua extensão, qualidade e estado de conservação, o tratamento das emoções humanas é conservador em comparação com a Crucifixion de Altichiero, na Basilica of Sant'Antonio, também em Pádua. A obra de Giusto baseia-se em gestos formalizados, enquanto Altichiero relaciona os acontecimentos em torno da morte de Cristo com grande drama e intensidade humanos.
Em Florença, na Capela Espanhola da Santa Maria Novella, Andrea di Bonaiuto foi encarregado de enfatizar o papel da Igreja no processo de redenção e, em particular, o da Ordem Dominicana. O seu afresco Allegory of the Active and Triumphant Church é notável pela representação da Catedral de Florença, completa com a cúpula que só seria construída no século seguinte.
Gótico Internacional
Durante o final do século XIV, o Gótico Internacional era o estilo que dominava a pintura toscana. Pode ser observado, em certa medida, na obra de Pietro e Ambrogio Lorenzetti, marcada por uma doçura e graça formalizadas nas figuras e pela elegância do gótico tardio nos panejamentos. O estilo desenvolveu-se plenamente nas obras de Simone Martini e Gentile da Fabriano, caracterizadas pela elegância e riqueza de detalhes, bem como por uma qualidade idealizada incompatível com as realidades mais austeras das pinturas de Giotto.
No início do século XV, fazendo a ponte entre o Gótico Internacional e o Renascimento, encontram-se as pinturas de Fra Angelico, muitas das quais, sendo retábulos em têmpera, revelam o gosto gótico pela elaboração, pela folha de ouro e pelas cores brilhantes. É nos seus afrescos do seu convento de Sant' Marco que Fra Angelico se revela discípulo artístico de Giotto. Estas pinturas devocionais, que adornam as celas e os corredores habitados pelos frades, representam episódios da vida de Jesus, muitos deles cenas da Crucificação. São marcadamente simples, contidas na cor e intensas no tom, à medida que o artista procurava tornar as revelações espirituais uma realidade visual.
A primeira Renascença
O termo Renascimento é aplicado a um período de amplas realizações culturais que se estendeu por três séculos. Artistas, filósofos, cientistas e governantes acreditavam que o caminho para a grandeza e o esclarecimento passava pelo estudo das épocas áureas dos antigos gregos e romanos. Rejeitavam o passado medieval. Inspirados pelo humanismo, voltavam-se para as tradições literárias e filosóficas da Antiguidade greco-romana.
A transição da pintura gótica para a Renascença não se deu da noite para o dia. Por causa da Peste Negra, o mais importante pintor italiano após Giotto nasceu somente em 1401. Ocorreu um novo despertar com Masaccio. Ele é o revolucionário fundador da pintura renascentista. Ele também foi influenciado pelos escultores italianos da época (Donatello, Lorenzo Ghiberti) e pelo arquiteto Filippo Brunelleschi. O realismo escultórico está no cerne da pintura renascentista. Paolo Uccello trouxe, junto com Leon Battista Alberti, a perspectiva, que foi fundamental para a pintura posterior. Em seguida a Masaccio, o próximo grande pintor da Primeira Renascença foi Sandro Botticelli. O traço nítido e as linhas sinuosas de suas figuras tiveram a influência dos irmãos Pollaiuolo, que eram também ourives e escultores. Sua arte foi elaborada na corte da família Médici, em Florença, e reflete o ambiente esclarecido da corte. Outro grande mestre e gênio do período foi Piero della Francesca, que mostrou em sua obras um interesse pelas paisagens reais (ao estilo do norte da Europa). Andrea Mantegna, por sua vez, foi o primeiro grande pintor da Itália setentrional.
Renascença veneziana
A pintura produzida em Veneza durante o Renascimento pertencia à tradição do norte da Itália e tinha uma identidade própria. Lá surgiu uma nova tradição, que se mostrava menos preocupada com a forma escultórica e com o delineamento, e enfatizava mais a cor e as nuances de luz. A pintura veneziana exibia um lirismo suave, diferente da tradição florentina. O artista que conduziu a arte italiana a uma nova fase foi Giovanni Bellini. Ele pertencia a uma família de artistas (Jacopo Bellini, seu pai, e Gentile Bellini). Jacopo foi aluno de Gentile da Fabriano. Foi essa família que deu à Alta Renascença seu toque veneziano. A influência de Andrea Mantegna na obra de Giovanni Bellini é marcante, ainda mais porque os dois foram cunhados, mas Bellini libertou-se de Mantegna, transformando-se no primeiro pintor veneziano. Antonello da Messina foi o primeiro pintor importante do sul da Itália e suas influências vieram do norte, da arte flamenga. Acredita-se que Antonello tenha levado a Veneza a técnica da pintura a óleo. Assim, Messina uniu a arte italiana com a arte setentrional da Europa. Em Ferrara, surge outra escola de pintores, com nomes como: Cosimo Tura, Francesco del Cossa, Ercole de' Roberti e Vittore Carpaccio.
A alta Renascença
Dadas as conotações do termo Renascimento, percebe-se que este denota um progresso nas artes. Mas nunca houve um tamanho amadurecimento das artes quanto na chamada "Alta Renascença". Nesse período, encontramos alguns dos maiores artistas de todos os tempos: Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael Sanzio, Ticiano, Tintoretto e Veronese. Leonardo, Michelangelo, Rafael e Ticiano foram todos aprendizes de Andrea del Verrocchio, um pintor cativante, que também foi importante na escultura. Leonardo da Vinci, um gênio da humanidade, criou a Mona Lisa, um dos quadros mais importantes da história. Michelangelo foi, em vida, com da Vinci, universalmente considerado um artista supremo. Seu mestre foi Domenico Ghirlandaio, pintor florentino. É no teto da Capela Sistina que observamos Michelangelo em toda sua majestade. Rafael, por sua vez, foi aprendiz de Pietro Perugino. Sua vida foi curta, mas mostrou diferentes fases que evidenciam a evolução de sua pintura. Em Veneza, outro grupo de artistas influenciou a arte da época: Giorgione, cuja vida também foi breve; Ticiano, cuja obras mostram um desenvolvimento extraordinário da juventude até a velhice; e Tintoretto, pintor de telas extravagantes e de grande teor emocional. Por fim, é necessário mencionar também Paolo Veronese, mestre da arte decorativa.
O maneirismo
Assim como o termo Renascimento, a palavra maneirismo aplica-se a um movimento amplo e não a um único estilo. O Maneirismo italiano já estava em declínio na primeira metade do século XVI, e durou cerca de sessenta anos, entre 1520 e 1580. A palavra maneirismo deriva do italiano maniera, que, no fim do século XVI, significava estilo na acepção de refinamento. A arte maneirista se caracterizava por um refinamento assumido, muitas vezes forçado ou exagerado. Os artistas preferiam combinações cromáticas intensas, combinações complexas e inventivas, brilhantismo técnico e traço livre e fluido. A Alta Renascença foi pródiga em pintores menores, cuja obra resvalava para o maneirismo, entre eles: Rosso Fiorentino, Pontormo, Andrea del Sarto, Bronzino, Correggio, Parmigianino, Dosso Dossi, Lorenzo Lotto e Domenico Beccafumi. O maior de todos os maneiristas foi, sem dúvida, El Greco.
Pintores
Pintores da Itália
- Agostino Veneziano
- Agnolo Gaddi
- Alessandro Alberti
- Alesso Baldovinetti
- Ambrogio Bergognone
- Amico Aspertini
- Andrea del Castagno
- Andrea del Sarto
- Andrea del Verrocchio
- Andrea Mantegna
- Andrea Salaí
- Andrea Schiavone
- Andrea Solari
- Andrea Vanni
- Antonello da Messina
- Antoniazzo Romano
- Antonio da Correggio
- Antonio Pollaiuolo
- Baldassare Peruzzi
- Bartolo di Fredi
- Bartolomeo Montagna
- Battista Dossi
- Benedetto Ghirlandaio
- Benvenuto Tisi
- Bernardino Butinone
- Bernardino Campi
- Bernardino Fungai
- Bernardino Luini|
- Bernardino Zenale
- Bernardo Daddi
- Boccaccio Boccaccino
- Bramantino
- Biagio d'Antonio
- Bonifazio Veronese
- Carlo Crivelli
- Cesare da Sesto
- Cherubino Alberti
- Cima da Conegliano
- Cosimo Rosselli
- Cosimo Tura
- Coppo di Marcovaldo
- Daniele da Volterra
- Davide Ghirlandaio
- Defendente Ferrari
- Domenico Alfani
- Domenico di Bartolo
- Domenico Ghirlandaio
- Domenico Morone
- Domenico Puligo
- Domenico Veneziano
- Donatello
- Dosso Dossi
- Durante Alberti
- Ercole de' Roberti
- Filippino Lippi
- Fiorenzo di Lorenzo
- Fra Angelico
- Fra Bartolommeo
- Fra Filippo Lippi
- Francesco Botticini
- Francesco del Cossa
- Francesco di Giorgio
- Francesco Francia
- Francesco Granacci
- Francesco Morone
- Francesco Pesellino
- Francesco Squarcione
- Franciabigio
- Galasso Galassi
- Gentile Bellini
- Giambattista Moroni
- Giorgione
- Giovanni Ambrogio de Predis
- Giovanni Ambrogio Figino
- Giovanni Antonio Boltraffio
- Giovanni Bellini
- Giovanni da Udine
- Giovanni del Biondo
- Giovanni di Paolo
- Giovanni Martino Spanzotti
- Girolamo Romani
- Girolamo Savoldo
- Giuliano Bugiardini
- Giuliano Pesello
- Giulio Clovio
- Giulio Romano
- Innocenzo da Imola
- Jacopo del Sellaio
- Jacopo Palma, o Velho
- Jacopo Torni
- Leonardo da Vinci
- Lo Spagna
- Lorenzo Costa
- Lorenzo di Credi
- Lorenzo Lotto
- Lorenzo Monaco
- Luca Signorelli
- Ludovico Mazzolino
- Marcantonio Raimondi
- Marco d'Oggiono
- Mariotto Albertinelli
- Masaccio
- Masolino
- Maturino da Firenze
- Melozzo da Forlì
- Michelangelo
- Mestre do Bigallo
- Neri di Bicci
- Neroccio di Bartolomeo de' Landi
- Niccolò di Liberatore
- Paolo Uccello
- Perin del Vaga
- Piero del Pollaiuolo
- Piero della Francesca
- Piero di Cosimo
- Pietro Paolo Agabito
- Pietro Perugino
- Pinturicchio
- Prospero Fontana
- Rafael
- Raffaellino del Garbo
- Ridolfo Ghirlandaio
- Rutilio di Lorenzo Manetti
- Sandro Botticelli
- Sebastiano del Piombo
- Simone Martini
- Sofonisba Anguissola
- Spinello Aretino
- Stefano di Giovanni
- Taddeo di Bartolo
- Taddeo Gaddi
- Ticiano
- Timoteo Viti
- Vecchietta
- Vincenzo Foppa
- Vittore Carpaccio
Maneiristas italianos
Escolas
Locais de visitação
- Accademia (Veneza)
- Accademia Carrara (Carrara)
- Capela Brancacci (Florença)
- Capela Sistina (Vaticano)
- Castelo de Alnwick (Northumberland)
- Castello Sforzesco
- Catedral de Milão (Milão)
- Catedral de Toledo (Toledo)
- Coleção Frick (Nova York)
- Galeria Nacional de Arte em Washington (Washington, DC)
- Galeria Nacional de Londres (Londres)
- Galleria Borghese (Roma)
- Galeria Uffizi (Florença)
- Gemäldegalerie (Berlim)
- Hermitage
- Igreja de Santa Maria delle Grazie (Milão)
- Ilha dos Museus (Berlim)
- Museu Poldi Pezzoli
- Museu Bode (Berlim)
- Museu de Arte de São Paulo (São Paulo)
- Museu de Belas Artes de Boston (Boston)
- Museu de Belas Artes de Budapeste (Budapeste)
- Museu de Capodimonte (Nápoles)
- Museu de História da Arte (Viena)
- Museu do Louvre (Paris)
- Museu do Prado (Madri)
- Museus Capitolinos
- Palácio Apostólico (Vaticano)
- Palácio Belvedere (Viena)
- Palazzo Colonna (Roma)
- Palácio Pitti (Florença)
- Palazzo Vecchio (Florença)
- Palazzo Venezia (Roma)
- Pinacoteca de Brera (Milão)
- Pinacoteca Ambrosiana
- Santa Maria in Cosmedin (Roma)
- Basílica de Santa Maria Maior (Roma)
- Santa Maria Maior (Roma)
- Santa Maria Novella (Florença)
- Santa Maria sopra Minerva (Roma)
