Nagareru (流れる; lit. "fluindo") (bra: Correnteza) é um filme de drama japonês de 1956 dirigido por Mikio Naruse. É baseado no romance de mesmo nome feito pela escritora Aya Kōda.
Sinopse
Rika, uma viúva, começa a trabalhar como empregada doméstica na okiya (casa de gueixas) da gueixa Otsuta, que mora com sua filha Katsuyo, sua irmã mais nova Yoneko, e a filha de Yoneko, Nanako, também uma gueixa. Das sete gueixas que já trabalharam para Otsuta, sobraram apenas Nanako e Someka; uma terceira garota, Namie, acaba de fugir, convencida de que foi enganada pela dona da casa. A irmã mais velha de Otsuta, Otoyo, tenta pressionar Otsuta a encontrar um marido financeiramente estável para pagar os empréstimos da casa que as duas hipotecaram juntas. Ohama, uma ex-gueixa que trabalhou para Otsuta, tenta ajudar fazendo contato entre ela e o empregador de seu sobrinho, Hanayama, um ex-patrão de Otsuta. A situação piora quando o tio de Namie aparece exigindo o dinheiro que ele acha que sua sobrinha tem direito a receber. Otsuta tenta compensá-lo com 50.000 ienes, metade do dinheiro dado por Hanayama, mas ele se recusa e vai à polícia, resultando em Otsuta e Katsuyo sendo interrogadas na delegacia. Eventualmente, Ohama paga pela casa hipotecada de Otsuta, mas apenas para abrir seu próprio restaurante. Ela oferece a Rika um emprego em seu futuro negócio, mas Rika recusa. Na cena final, Rika, instruída a não contar a ninguém sobre os planos de Ohama, observa a Otsuta, sem saber da situação atual de seu imóvel, dando aulas de música para suas aprendizes.
Elenco
- Kinuyo Tanaka como Rika, apelidada de Oharu
- Isuzu Yamada como Otsuta
- Hideko Takamine como Katsuyo, filha de Otsuta
- Mariko Okada como Nanako
- Haruko Sugimura como Someka
- Sumiko Kurishima como Ohama
- Chieko Nakakita como Yoneko, irmã mais nova de Otsuta
- Natsuko Kahara como Otoyo, irmã mais velha de Otsuta
- Seiji Miyaguchi como tio de Namie
- Daisuke Katō como ex-marido de Yoneko
- Chiyo Izumi como Namie
- Nobuo Nakamura como médico
- Noboru Nakaya como Saeki, sobrinho de Ohama
Livro e filme
O romance feito por Aya Kōda, publicado um ano antes do lançamento do filme, descreveu os eventos principalmente na perspectiva de Rika/Oharu, uma mulher educada, diferente da personagem bastante simples retratada por Kinuyo Tanaka no filme. Além disso, o longa ampliou o papel de Katsuyo, apresentando visões externas do ambiente que as gueixas circulam. Entretanto, o final do livro difere no filme: no livro, Rika aceita a oferta para administrar a antiga casa de Otsuta assim que as gueixas do imóvel são removidas.
Para seu livro, Kōda usou suas próprias experiências e memórias enquanto trabalhava como empregada e faxineira em uma casa de gueixas no distrito de Yanagibashi, em Tóquio, no início dos anos 1950.
Lançamento
Nagareru foi lançado no Japão em 20 de novembro de 1956. Ele foi lançado nos Estados Unidos em 13 de maio de 1978 com legendas em inglês.
Legado
Nagareru foi exibido no Museu de Arte Moderna de Nova York em 1985 e no Harvard Film Archive em 2005 como parte de suas retrospectivas sobre as obras de Mikio Naruse.
Prêmios
Isuzu Yamada recebeu o prêmio Blue Ribbon de Melhor Atriz em 1956, o Mainichi Film Concours de Melhor Atriz de 1956 (por Nagareru, Neko to Shōzō to futari no onna e Boshizō), e o prêmio da Kinema Junpo de Melhor Atriz em 1956 (por Nagareru e Neko to Shōzō to futari no onna).
