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Lucas 7

Lucas 7

Lucas 7 é o sétimo capítulo do Evangelho segundo Lucas, no Novo Testamento da Bíblia. Ele relata dois grandes milagres realizados por Jesus, a resposta d'Ele a uma pergunta de João Batista e a sua unção por uma pecadora

Narrativa

"João Batista na prisão".1750. Por Josef Anton Hafner, atualmente Ravensburgo, Alemanha.
"João Batista na prisão".1750. Por Josef Anton Hafner, atualmente Ravensburgo, Alemanha.

Cura do servo do centurião

Lucas 7:1–10 relata que um centurião romano em Cafarnaum pediu ajuda a Jesus por que um de seus servos estava doente e ele imediatamente se dispôs a ir até lá para curá-lo, mas o centurião sugeriu que Ele o fizesse dali mesmo. Jesus concordou e o servo foi curado no mesmo instante. Em Mateus 8 (Mateus 8:5–13) está um relato similar. Em João 4 (João 4:46–53), Jesus curou o filho de um oficial e não o servo de um centurião, o que leva muitos a acreditarem tratar-se de um evento diferente.

Jovem de Naim

Este milagre só é relatado por Lucas, que conta que Jesus, tendo chegado à vila de Nain durante o funeral do filho de uma viúva, ressuscitou o jovem e o trouxe de volta à vida (Lucas 7:11–17). Nain fica a pouco menos de quatro quilômetros ao sul do Monte Tabor, em Israel. É o primeiro relato de uma ressurreição realizada por Jesus nos evangelhos canônicos, as outras sendo a ressurreição da filha de Jairo e a ressurreição de Lázaro.

João Batista

Já preso, João Batista ouve sobre os milagres de Jesus e envia dois de seus próprios discípulos para fazer-lhe uma pergunta: «És tu aquele que há de vir, ou havemos de esperar outro?» (Lucas 7:19) Depois de realizar muitas curas e milagres, Jesus pediu que eles voltassem a João e lhe contassem o que viram. Depois disso, o próprio Jesus passou a pregar sobre João Batista. Além de Lucas 7:18–35, este episódio aparece também Mateus 11 (Mateus 11:2–19).

Parábola dos Dois Devedores

Nesta parábola, que também só existe em Lucas (Lucas 7:36–50), Jesus usa a história de dois devedores para explicar que uma mulher o ama mais do que o seus empregados, porque ela foi perdoada de pecados maiores. A tradição católica, incluindo São Gregório Magno, identifica a mulher como sendo Maria Madalena, uma identificação contestada pela Igreja Ortodoxa e por diversas denominações protestantes.

Texto

O texto original deste evangelho foi escrito em grego koiné e alguns dos manuscritos antigos que contém este capítulo, dividido em 50 versículos, são:

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Texto da Wikipédia, CC BY-SA 4.0 · Artigo de origem