O Samara foi um automóvel compacto da montadora russa Lada, produzido em carrocerias hatch e sedan, de 3, 4 e 5 portas.
História

O Samara foi lançado pela Lada em 1984, oficialmente como Sputnik ou VAZ-2108 no mercado soviético. O nome vem de uma cidade russa e foi escolhido para ser o nome do modelo para os mercados de exportação. O modelo dois-volumes era baseado na plataforma do Fiat 124, e lembrava o já conhecido Volkswagen Passat, já que foi desenvolvido pelo mesmo projetista: o italiano Giorgetto Giugiaro. O projeto foi encomendado à Porsche pela AutoVAZ. Tinha um desenho bem simples, com linhas retas, frente baixa, para-choques envolventes e grande área envidraçada.
Projetado para ser um veículo simples, durável e barato por um preço acessível, contava com tração dianteira (sendo o primeiro veículo da marca com tração dianteira), motor transversal, câmbio de 5 marchas, suspensão com atualizações e motorizações diferentes que iam de 1.1 a 1.5 litros. Apesar de ter boa estabilidade, pecava no acabamento, design, qualidade de construção e motor, que tinha sérios problemas de carburação e funcionamento.
Em 1990, a Lada lançou a versão sedã: o Forma, conhecido no mercado soviético como VAZ- 21099, que tinha algumas modificações de acabamento interno e motorização comparado ao hatch. Foi descontinuado em 2011 para dar lugar ao Kalina.
O Samara no mercado brasileiro
O Samara chegou ao mercado no início da década de 90, quando o então presidente Fernando Collor autorizou a reabertura das importações de automóveis. A Lada foi uma das primeiras marcas a introduzir seus veículos no mercado. Além dele, vieram para cá o Laika e o Niva, montados em um grande centro de operações na cidade de Barueri, São Paulo.
O modelo chegou ao mercado nacional com versões de 3 e 5 portas e motores 1.3 de 65 cv ou 1.5 de 72 cv, ambos carburados. Nos primeiros anos, vendeu bem e foi um sucesso de vendas, devido ao baixo custo e pela grande quantidade de itens de série, praticamente inexistentes nos modelos nacionais populares. A versão mais cara era 25% mais barato que um Peugeot 205 básico e 30% menos que o Hyundai Excel, então concorrentes nesse segmento.
Entretanto, alguns problemas mancharam a reputação do compacto: qualidade baixa de construção, pós-venda deficiente e problemas de adaptação ao clima brasileiro. O importador não adaptou os carros para rodar com a gasolina com álcool vendida aqui, o que causava sérios problemas de mau funcionamento na carburação.
Em agosto de 1992, a revista automotiva Quatro Rodas publicou o teste de Longa Duração feito com um exemplar do Samara, sendo o primeiro hatch importado em teste desde 1973. Depois de cerca de 60.000 KM e de uma série de defeitos e falhas da rede concessionária, a revista reprovou o veículo.
Devido a queda nas vendas e a brusca mudança de cobrança de impostos para montadoras que não tinham fábricas em território nacional, a Lada parou de importar seus automóveis em 1995. Até hoje é possível encontrar exemplares do Samara rodando com algumas modificações de motor.
