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conglomerado de empresas de defesa americano

General Dynamics

General Dynamics

O essencial

data de criação ou fundação21 de fevereiro de 1952
instância denegócio, empresa de capital aberto
paísEstados Unidos
fundadorJohn Philip Holland
diretor-geralPhebe Novakovic
Todos os dados da infocaixa 16
Razão social
General Dynamics Corporation
Tipo
Empresa de capital aberto
Cotação
NYSE: GDComponente do S&P 100 e do S&P 500
Atividade
Indústria bélica e construção naval
Fundação
1952
Fundador(es)
John Jay Hopkins
Sede
Reston, Virgínia, Estados Unidos
Área(s) servida(s)
Mundo
Pessoas-chave
Phebe Novakovic, presidente do conselho e diretora executivaDanny Deep, presidente
Empregados
117.000, 2025
Divisões
Aerospace, Marine Systems, Combat Systems e Technologies
Ativos
US$ 57,2 bilhões, 2025
LAJIR
US$ 5,36 bilhões, 2025
Faturamento
US$ 52,6 bilhões, 2025
Renda líquida
US$ 4,21 bilhões, 2025
Website
gd.com

A General Dynamics Corporation ou GD é uma empresa industrial e de tecnologia dos Estados Unidos, sediada em Reston, na Virgínia. Desenvolve e fabrica equipamentos militares como submarinos nucleares, carros de combate e veículos blindados de combate. Fabrica ainda os jatos executivos civis Gulfstream e presta serviços de tecnologia da informação. É a terceira maior contratada do governo federal dos Estados Unidos e recebe mais de 3% dos gastos federais com fornecedores.

A empresa ocupa a 96.ª posição na lista Fortune 100 e a 242.ª na Forbes Global 2000. Em 2024, 69% da receita veio do governo federal dos Estados Unidos, 14% de clientes comerciais do país, 10% de governos estrangeiros e 7% de clientes comerciais estrangeiros.

A companhia surgiu em 1952, com a união da fabricante de submarinos Electric Boat e da fabricante de aviões Canadair.

História

A General Dynamics comprou a Gulfstream Aerospace em 1999. Na imagem, um Gulfstream G650 decola do aeroporto de Bristol, na Inglaterra, em 2014.
A General Dynamics comprou a Gulfstream Aerospace em 1999. Na imagem, um Gulfstream G650 decola do aeroporto de Bristol, na Inglaterra, em 2014.
M1 Abrams
M1 Abrams
Stryker
Stryker
M134 Minigun
M134 Minigun
4 imagens

1899–1920

Isaac Leopold Rice comprou a Holland Torpedo Boat Company de John Philip Holland em 1899. Holland permaneceu na empresa como engenheiro-chefe, e ela passou a se chamar Electric Boat Company. A Electric Boat projetou e construiu o USS Holland (SS-1), comprado pela Marinha dos Estados Unidos em 1900 por 150 mil dólares, cerca de 5,75 milhões de dólares em 2025.

A Electric Boat também vendeu submarinos modificados das classes Holland e Plunger à Marinha Real Britânica, por intermédio da companhia de armamentos inglesa Vickers, e ao Japão e à Rússia. Em 1906, a Electric Boat obteve contratos para projetar submarinos da classe C dos Estados Unidos, mas subcontratou a construção ao estaleiro Fore River, em Quincy, Massachusetts.

Depois da morte de Holland, em 1914, Lawrence Spear, que o substituíra como engenheiro-chefe, reformulou o submarino Holland. O novo projeto trocou a cúpula de observação por uma torre de comando, um periscópio e tubos de torpedo de um tipo ainda não usado.

Em 1911, a Electric Boat comprou a New London Ship and Engine Company, em Groton, Connecticut, para produzir peças de submarinos, motores a diesel e navios comerciais. Rice morreu em 1915 e foi sucedido por seu sócio Henry Carse. Carse ampliou a empresa com a compra da Electro Dynamics, da Elco Motor Yacht e da New London Ship & Engine. Depois das aquisições, a companhia passou a se chamar Submarine Boat Corporation. Na Primeira Guerra Mundial, recebeu encomendas da Marinha dos Estados Unidos para construir 85 submarinos, 722 caça-submarinos e 118 navios de superfície.

1921–1940

Em 1924, o governo do Peru encomendou dois submarinos ao estaleiro da New London Ship & Engine em Groton. Carse reorganizou a empresa no ano seguinte, deu prioridade aos navios de superfície e recuperou o nome Electric Boat Company. Em 1933, a Electric Boat comprou um segundo estaleiro em Groton para construir submarinos. O USS Cuttlefish (SS-171) foi o primeiro submarino fabricado ali. No início da década de 1930, o governo dos Estados Unidos encomendou submarinos à unidade de Groton e lanchas de patrulha e torpedeiras à fábrica da Elco em Nova Jersey. Spear se aposentou em 1937 e foi substituído por John Jay Hopkins. Sob Hopkins, a companhia retomou a construção naval em grande escala durante a Segunda Guerra Mundial.

1941–1960

Na Segunda Guerra Mundial, a Electric Boat e suas subsidiárias Elco Yacht e Electro Dynamic passaram a operar em capacidade máxima. A expansão repentina provocou falta de mão de obra, e mulheres ocuparam vagas de soldadoras e rebitadoras. A Electric Boat produziu 74 submarinos e 398 lanchas PT durante a guerra. Quando o conflito terminou, em 1945, a Marinha reduziu as encomendas e a empresa cortou o quadro de 13 mil para 4 mil empregados.

Hopkins buscou diversificar a Electric Boat e, em 1946, comprou por 10 milhões de dólares a Canadair, que pertencia ao governo canadense. Pelas contas do governo do Canadá, a fábrica valia mais de 22 milhões de dólares, sem contar os contratos restantes de aviões e peças de reposição. A linha de produção e os sistemas de estoque estavam desorganizados quando a Electric Boat assumiu a empresa. Hopkins entregou a presidência da Canadair ao especialista canadense em produção em massa H. Oliver West, com a tarefa de torná-la lucrativa. Pouco depois, a Canadair começou a entregar o Canadair North Star, uma versão do Douglas DC-4, e forneceu aeronaves à Trans-Canada Airlines, à Canadian Pacific Airlines e à British Overseas Airways Corporation antes dos prazos contratuais.

Com o aumento dos gastos de defesa no início da Guerra Fria, a Canadair obteve contratos militares canadenses para a Real Força Aérea Canadense e cresceu no setor aeroespacial. Entre os aviões encomendados estavam o treinador Canadair CT-133 Silver Star, o Canadair Argus de reconhecimento marítimo e transporte de longo alcance e o Canadair F-86 Sabre. Foram construídos 1.815 Sabres entre 1950 e 1958. A companhia também produziu 200 caças supersônicos CF-104 Starfighter, uma versão do Lockheed F-104 fabricada sob licença.

Em 1951, a Electric Boat recebeu o contrato para construir o primeiro submarino nuclear do mundo, o USS Nautilus (SSN-571). A embarcação foi lançada ao mar em 1954.

A produção de aviões ganhava peso na Canadair, e Hopkins julgava que o nome "Electric Boat" já não combinava com a empresa. Em 1952, ele a reorganizou como uma holding, a General Dynamics Corporation, com a Electric Boat e a Canadair entre suas principais subsidiárias.

Em 1953, a Electric Boat comprou a Convair da Atlas Corporation. A venda foi aprovada pelas autoridades com a condição de que a Convair continuasse a operar a Fábrica 4 da Força Aérea, em Fort Worth, Texas. A instalação fora criada para dispersar a produção de aviões estratégicos e tinha sido alugada à Convair durante a guerra para fabricar bombardeiros B-24 Liberator. A fusão da Electric Boat com a Convair tornou-se oficial em 29 de abril de 1954, e a companhia recebeu o nome General Dynamics.

A Convair operou como divisão independente dentro da General Dynamics. Na década seguinte, desenvolveu o interceptador F-106 Delta Dart, o bombardeiro B-58 Hustler e os aviões comerciais Convair 880 e Convair 990. Desenvolveu também o míssil Atlas, primeiro míssil balístico intercontinental operacional dos Estados Unidos. A divisão liderou o programa norte-americano de aeronave nuclear, apoiado pelo Pentágono. Hopkins defendia o uso da energia nuclear em muitas aplicações, mas o avião nuclear, ou "bombardeiro N", mostrou-se inviável e o projeto foi abandonado. A Convair também passou a trabalhar no programa espacial dos Estados Unidos.

No fim da década de 1950, a General Dynamics contratou Erik Nitsche para criar relatórios empresariais e material publicitário. Seu trabalho abrangia a série de cartazes "Átomos para a Paz", feita para a Conferência Internacional sobre Usos Pacíficos da Energia Atômica de 1955, em Genebra. Os cartazes se tornaram exemplos conhecidos do design gráfico modernista de meados do século XX.

Hopkins adoeceu gravemente em 1957 e foi substituído por Frank Pace no mesmo ano. John Naish sucedeu Joseph McNarney na presidência da Convair. Em setembro daquele ano, a General Dynamics comprou a Liquid Carbonic Corporation e passou a controlá-la como subsidiária integral.

Em 1959, a Marinha dos Estados Unidos encarregou a Electric Boat de projetar e construir o primeiro submarino lançador de mísseis balísticos para uma frota, o USS George Washington (SSBN-598). Os submarinos da classe George Washington foram derivados do projeto da classe Skipjack, com a inserção de um compartimento de mísseis de 40 metros entre as seções de controle e do reator. O George Washington fora assentado como o USS Scorpion (SSN-589), da classe Skipjack, mas a construção foi adaptada ao sistema de mísseis Polaris. Materiais destinados a outros submarinos de ataque, entre eles o USS Sculpin (SSN-590), também foram realocados para o programa.

O industrial de Chicago Henry Crown tornou-se o maior acionista da companhia naquele ano e incorporou sua Material Service Corporation à General Dynamics em 1959. A General Dynamics se dividiu em um grupo oriental, sediado em Nova Iorque, e outro ocidental, em San Diego. O segundo assumiu as atividades aeroespaciais. A marca Convair foi retirada gradualmente dos produtos militares e espaciais, vendidos apenas ao governo dos Estados Unidos, mas permaneceu nos produtos comerciais e em concepções artísticas relacionadas à Convair. O conselho decidiu fabricar todos os aviões futuros em Fort Worth. A produção de aeronaves terminou na fábrica original da Convair em San Diego, que conservou os trabalhos com espaço e mísseis.

1961–1980

O secretário de Defesa Robert McNamara iniciou em 1961 o programa Tactical Fighter Experimental, ou TFX, destinado a produzir um só projeto de avião para a Força Aérea, a Marinha e o Corpo de Fuzileiros Navais. General Dynamics e Boeing foram escolhidas para apresentar propostas revistas. McNamara preferiu a proposta da General Dynamics porque suas versões tinham mais componentes em comum. O avião da Boeing compartilhava menos da metade dos principais elementos estruturais. O F-111 introduziu asas de geometria variável, motores turbofan com pós-combustão e radar automático de acompanhamento do terreno para voos rápidos a baixa altitude. A General Dynamics desenvolveu sua versão do F-111 na antiga fábrica da Convair em Fort Worth e produziu 563 unidades.

Roger Lewis foi nomeado presidente do conselho e diretor executivo da General Dynamics em 1962. A companhia comprou o Quincy Shipbuilding Works da Bethlehem Steel em 1963. Em 1965, ela foi reorganizada em doze divisões operacionais, separadas por linhas de produtos. A Electric Boat lançou ao mar em 1967 o USS Sturgeon (SSN-637), primeiro submarino de ataque da classe Sturgeon. Em 1970, o conselho substituiu Roger Lewis por David S. Lewis, ex-presidente da McDonnell Douglas. David S. Lewis transferiu a sede da companhia para St. Louis, Missouri, em 1971. No mesmo ano, a Electric Boat e a Newport News Shipbuilding receberam contratos para fabricar em conjunto os submarinos da classe Los Angeles. Em 1972, a Electric Boat recebeu os contratos de projeto e desenvolvimento do submarino lançador de mísseis balísticos da Classe Ohio. Também criou um processo modular para construir os submarinos de 171 metros, técnica que se tornou padrão no setor. A construção do primeiro submarino de ataque da classe Los Angeles começou naquele ano. Em 1973, a General Dynamics instalou a fábrica de Quonset Point em North Kingstown, Rhode Island, para apoiar fora do estaleiro a unidade de Groton. A produção começou no ano seguinte.

A Força Aérea dos Estados Unidos lançou o programa Lightweight Fighter, ou LWF, para criar um caça que atendesse à teoria de "energia e manobrabilidade" do major John Boyd. A General Dynamics montou o Advanced Concepts Laboratory, inspirado no Skunk Works da Lockheed, e propôs um avião com novas tecnologias. Em 1972, apresentou o YF-16. O protótipo voou pela primeira vez em janeiro de 1974 e teve desempenho um pouco melhor que o YF-17 nos testes comparativos. A Força Aérea escolheu o YF-16 como seu primeiro caça leve. A produção do F-16 Fighting Falcon começou em janeiro de 1975, com uma encomenda inicial de 650 unidades, depois elevada para 1.388. O F-16 também venceu concorrências em outros países. A General Dynamics construiu uma fábrica de aviões em Fort Worth para atender aos contratos, e as encomendas do F-16 chegaram a mais de 4.600 unidades, o maior programa aeronáutico da empresa.

Em 1975, a General Dynamics Electric Boat começou a construir em Groton uma instalação em terra para a fabricação de submarinos. No ano seguinte, a General Dynamics vendeu a Canadair ao governo canadense por 38 milhões de dólares.

1981–2000

A fábrica automatizada de armações e cilindros da Electric Boat em Quonset Point entrou em operação plena em dezembro de 1980. Ela permitiu a construção modular de submarinos nucleares.

Depois que a General Dynamics comprou a Chrysler Defense, Inc., a divisão passou a se chamar General Dynamics Land Systems.

Outra reorganização, em 1985, criou a Space Systems Division a partir da divisão espacial da Convair. A empresa também comprou a Cessna naquele ano. A General Dynamics Quincy Shipbuilding Division foi fechada em 1986.

Henry Crown, ainda o maior acionista da General Dynamics, morreu em 15 de agosto de 1990. Sob o diretor executivo William Anders, a empresa passou a vender rapidamente suas divisões de baixo desempenho. Foram negociadas as divisões Data Systems, Cessna, Electronics e Missile.

A Electric Boat recebeu em 1991 o contrato do segundo submarino Seawolf, o SSN-22, que ganhou o nome Connecticut. A Cessna foi revendida à Textron em janeiro de 1992. As unidades de mísseis de San Diego e Pomona foram vendidas à General Motors-Hughes Aerospace em maio de 1992, a produção de aviões de Fort Worth foi para a Lockheed em março de 1993 e uma fábrica de eletrônicos próxima foi negociada separadamente com a israelense Elbit Systems, que entrou dessa forma no mercado dos Estados Unidos. A Space Systems Division foi vendida à Martin Marietta em 1994. A unidade de estruturas de aviões da Convair foi comprada pela McDonnell Douglas no mesmo ano. O restante da divisão Convair fechou em 1996.

Em julho de 1993, o Pentágono recebeu representantes de 51 grandes fornecedores de defesa dos Estados Unidos para um jantar que ficou conhecido como "Última Ceia". O encontro discutiu a consolidação do setor depois da Guerra Fria. O mercado se concentrou nas "Cinco Grandes". Ao seguir a orientação do Pentágono, a General Dynamics concentrou seus negócios em Land Systems, com carros de combate, e Marine Systems, com submarinos. A companhia se tornou a única fornecedora do M1 Abrams e uma das duas principais construtoras de submarinos nucleares.

Em 1995, a General Dynamics pagou 300 milhões de dólares pelo estaleiro privado Bath Iron Works, em Bath, Maine. A compra acrescentou ao portfólio navios de superfície da Marinha dos Estados Unidos, entre eles contratorpedeiros de mísseis guiados. Em 1998, a companhia comprou por 415 milhões de dólares a NASSCO, antiga National Steel and Shipbuilding Company. O estaleiro de San Diego produz navios auxiliares e de apoio para a Marinha e navios comerciais que podem receber bandeira dos Estados Unidos sob a Lei Jones.

A General Dynamics comprou em 1997 a Computing Devices Ltd, de Hastings, Inglaterra. A empresa havia desenvolvido aviônica e sistemas de missão para o Panavia Tornado, o British Aerospace Harrier II e o Hawker Siddeley Nimrod. Em 2001, a Computing Devices Canada recebeu um contrato do Ministério da Defesa do Reino Unido para fornecer sistemas de comunicação tática ao programa Bowman. O trabalho ficou a cargo da nova sede britânica em Oakdale, no País de Gales, e a companhia passou a se chamar General Dynamics UK Limited. Em 2020, a empresa tinha duas unidades, General Dynamics Land Systems-UK e General Dynamics Mission Systems-UK, distribuídas por oito locais no Reino Unido. Ela fornecia ao Ministério da Defesa britânico a família de veículos blindados Ajax, o veículo leve protegido Foxhound e o sistema de comunicação Morpheus.

Em 1999, a compra da Gulfstream Aerospace levou a General Dynamics para além de seu foco na defesa e deu mais estabilidade à receita por meio da aviação comercial.

2001–2020

Em 2001, a companhia comprou a espanhola Santa Bárbara Sistemas como parte de sua expansão no mercado europeu. Dois anos depois, adquiriu a fabricante austríaca de veículos Steyr-Daimler-Puch Spezialfahrzeug e a incorporou à nova unidade General Dynamics European Land Systems.

A General Dynamics comprou as divisões de defesa da General Motors em 2003 e as acrescentou à General Dynamics Land Systems. Depois de vender seus ativos de aviação, a companhia havia se concentrado em produtos terrestres e navais. Em 1982, comprara as divisões de defesa da Chrysler e dera a elas o nome General Dynamics Land Systems. Com a nova aquisição, tornou-se uma grande fornecedora de veículos blindados, entre eles o M1 Abrams, o LAV-25, o Stryker e modelos derivados desses chassis.

Em 2004, a General Dynamics fez uma oferta pela britânica Alvis plc, então a principal fabricante de veículos blindados do Reino Unido. Em março, o conselho da Alvis Vickers aprovou a proposta de 309 milhões de libras. A BAE Systems ofereceu 355 milhões de libras pouco antes da conclusão, e fechou a compra em junho.

A General Dynamics comprou a Jet Aviation em 2008, tornando-a uma de suas unidades. No mesmo ano, resolveu acusações de que a subsidiária General Dynamics Armament and Technical Products havia cobrado fraudulentamente do governo por peças usadas em aviões e submarinos da Marinha e da Força Aérea. A companhia concordou em pagar 4 milhões de dólares ao governo dos Estados Unidos. Em 19 de agosto, a General Dynamics aceitou pagar o valor para encerrar a ação na qual o governo alegava que uma unidade cobrara por peças defeituosas usadas em aeronaves militares e submarinos. A acusação afirmava que, entre setembro de 2001 e agosto de 2003, a empresa fabricara componentes com defeitos ou deixara de testá-los, inclusive peças para o avião de transporte C-141 Starlifter. A unidade, sediada em Glen Cove, Nova Iorque, havia fechado em 2004.

A Marinha dos Estados Unidos retomou em 2010 o programa dos contratorpedeiros da Classe Arleigh Burke. Os contratos dos navios alternavam entre a Bath Iron Works e a Ingalls Shipbuilding. Naquele ano, a Marinha entregou à Bath Iron Works os três navios do programa DDG-1000.

A General Dynamics concluiu em dezembro de 2011 a compra da Force Protection, Inc., por cerca de 360 milhões de dólares, e a incorporou à General Dynamics Land Systems.

Phebe N. Novakovic deixou o cargo de diretora de operações e assumiu a presidência do conselho e a direção executiva em 2013.

Oposição política criticou um contrato de 10 bilhões de dólares com a Canadian Commercial Corporation por causa da intervenção liderada pela Arábia Saudita na guerra do Iêmen. A revista digital Quartz informou que a GDIT prestava serviços desde 2000 ao Office of Refugee Resettlement do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, órgão envolvido na política de separação de famílias do governo Trump.

Em 2018, a General Dynamics comprou a companhia de serviços de tecnologia da informação CSRA por 9,7 bilhões de dólares e a fundiu com a General Dynamics Information Technology. A aquisição permitiu à GDIT ampliar os serviços de tecnologia da informação prestados ao Departamento de Defesa, à comunidade de inteligência e a órgãos civis federais. No mesmo ano, a Marinha dos Estados Unidos concedeu contratos para dez novos contratorpedeiros da classe Arleigh Burke à General Dynamics Bath Iron Works e à Huntington Ingalls Industries.

Grupos como Code Pink e Green America acusaram a General Dynamics de "ganhar dinheiro com o sofrimento humano ao lucrar com crianças migrantes mantidas em campos de detenção dos Estados Unidos". A crítica se referia aos contratos de tecnologia da informação com o Office of Refugee Resettlement, órgão do Departamento de Saúde e Serviços Humanos que mantém abrigos para crianças desacompanhadas, inclusive as separadas das famílias pelo governo Trump. A empresa afirmou que não participava da construção nem da operação dos centros de detenção e que seus contratos de treinamento e serviços técnicos haviam começado em 2000, atravessando quatro governos presidenciais.

Em setembro de 2018, a Marinha anunciou contratos para dez novos contratorpedeiros da classe Arleigh Burke, a serem construídos pela General Dynamics Bath Iron Works e pela Huntington Ingalls Industries.

O general Jim Mattis, ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos, voltou ao conselho de administração da companhia em agosto de 2019. Ele já havia ocupado uma cadeira no conselho, mas renunciara e vendera seus investimentos antes de assumir o Departamento de Defesa.

Em 2020, a Electric Boat começou a construir protótipos e peças adiantadas do primeiro submarino lançador de mísseis balísticos da classe Columbia.

A Reuters informou que o Departamento de Defesa contratou a GDIT, da primavera de 2020 até meados de 2021, para "operações de influência" destinadas a afetar a "diplomacia das vacinas" chinesa nas Filipinas, na Ásia Central e no Oriente Médio.

Em setembro de 2020, a General Dynamics anunciou uma parceria estratégica contra drones. Com o acordo, sua rede mundial passou a ter acesso às tecnologias de detecção e neutralização de drones da Dedrone.

Em dezembro de 2020, o conselho da General Dynamics anunciou um dividendo trimestral regular de 1,10 dólar por ação, pagável em 5 de fevereiro de 2021.

Em 26 de dezembro de 2020, a General Dynamics confirmou que sua divisão Land Systems havia recebido do Exército dos Estados Unidos um contrato de 4,6 bilhões de dólares para produzir carros de combate M1A2 SEPv3 Abrams.

Desde 2021

Em novembro de 2021, o fundo norueguês KLP vendeu seus investimentos na General Dynamics. A decisão citou a fabricação de munição de urânio empobrecido pela General Dynamics Ordnance and Tactical Systems Inc. e o apoio da General Dynamics Mission Systems durante todo o ciclo de vida de sistemas estratégicos de orientação balística nuclear e controle de armas.

A General Dynamics foi a principal contratada de uma campanha de propaganda realizada pelas forças armadas dos Estados Unidos para espalhar desinformação sobre a vacina chinesa da Sinovac contra a COVID-19. A operação usou contas falsas em redes sociais e difundiu a informação falsa de que o imunizante continha ingredientes derivados de porco, o que o tornaria haram pela lei islâmica. A campanha mirou principalmente as Filipinas e usou em tagalo uma hashtag equivalente a "A China é o vírus". Ela funcionou da primavera de 2020 até meados de 2021. Em 2024, a General Dynamics IT recebeu um contrato de 493 milhões de dólares do Pentágono. Uma fonte não identificada ouvida pela Reuters disse que uma auditoria militar considerou descuidado o trabalho da General Dynamics no projeto e concluiu que a empresa tomou precauções insuficientes para ocultar a origem das contas falsas.

O fornecimento de armas da General Dynamics a Israel na Guerra Israel-Hamas provocou protestos em unidades da empresa em Pittsfield, Massachusetts, Lincoln, Nebraska, Saco, Maine, New London, Connecticut, Red Lion, Pensilvânia, e Garland, Texas.

A General Dynamics é a única companhia dos Estados Unidos que produz os corpos metálicos das bombas da série MK-80, o principal tipo de arma usado na campanha militar israelense na Faixa de Gaza. Há relatos de que Israel usou contra civis palestinos a MK-84, uma munição da série MK-80.

Operações

A divisão Gulfstream Aerospace, responsável por 23% da receita de 2024, produz jatos executivos, entre eles as séries Gulfstream G650, G700 e G800, e presta serviços de aviação executiva sob a marca Jet Aviation. A divisão de sistemas marítimos, com 30% da receita de 2024, projeta e constrói submarinos nucleares e reúne Bath Iron Works, General Dynamics Electric Boat e National Steel and Shipbuilding Company. A divisão de sistemas de combate, com 19% da receita, abrange General Dynamics Land Systems, General Dynamics European Land Systems, Steyr-Daimler-Puch e Santa Bárbara Sistemas. Seus produtos compreendem o Phalanx CIWS, carros de combate expedicionários, a série M1 Abrams, o Expeditionary Fighting Vehicle, o M104 Wolverine, o LAV III, o Stryker, o obuseiro autopropulsado XM2001 Crusader, as metralhadoras GAU-17 e GAU-19, o ASCOD, o Pandur II, os veículos Mowag Duro, Mowag Eagle e Mowag Piranha, o Leopard 2E e o Scout SV. A divisão de tecnologias, com 28% da receita de 2024, reúne a General Dynamics Mission Systems e presta consultoria e apoio a missões, além de fornecer comunicações móveis, computadores, sistemas de comando, controle, comunicações, computação e cibernética, conhecidos como C5, e serviços de inteligência, vigilância e reconhecimento. A unidade moderniza os sistemas de tecnologia da informação do Comando Central dos Estados Unidos e dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid.

Cronologia de aquisições

Aquisições do século XX

Ano Aquisição Grupo empresarial
1947 Canadair Aeroespacial
1953 Convair Aeroespacial
1955 Stromberg-Carlson Sistemas de combate
1957 Liquid Carbonic Corporation Aeroespacial
1959 Material Service Corporation
1982 Sistemas de combate da Chrysler Sistemas de combate
1995 Bath Iron Works Sistemas marítimos
1996 Teledyne Vehicle Systems Sistemas marítimos
1997 Advanced Technology Systems Sistemas de combate
1997 Lockheed Martin Defense Systems Sistemas de combate
1997 Lockheed Martin Armament Systems Sistemas de combate
1997 Computing Devices International Tecnologias
1998 National Steel and Shipbuilding Company Sistemas marítimos
1999 Gulfstream Aerospace Aeroespacial
1999 GTE Government Systems Tecnologias
2000 Saco Defense Sistemas de combate

Aquisições do século XXI

Ano Aquisição Grupo empresarial
2001 PrimeX Technologies Inc. Tecnologias
2001 Motorola Integrated Systems Tecnologias
2001 Galaxy Aerospace Company Aeroespacial
2001 Santa Bárbara Sistemas Sistemas de combate
2002 EWK Eisenwerke Kaiserslautern Sistemas de combate
2003 GM Defense Sistemas de combate
2003 Steyr-Daimler-Puch Spezialfahrzeug Sistemas de combate
2003 Veridian e Digital Systems Resources Tecnologias
2003 Intercontinental Manufacturing Company, da Datron Sistemas de combate
2004 Spectrum Astro Aeroespacial
2004 MOWAG Sistemas de combate
2005 MAYA Viz Ltd Tecnologias
2005 Tadpole Computer Tecnologias
2005 Itronix Tecnologias
2006 FC Business Systems Tecnologias
2006 Anteon International Tecnologias
2007 Mediaware International Tecnologias
2008 ViPS, Inc. Tecnologias
2008 Jet Aviation Aeroespacial
2009 Axletech International Sistemas de combate
2010 Kylmar Ltd. Sistemas de combate
2011 Vangent, Inc. Tecnologias
2011 Metro Machine Imperial Docks Inc. Sistemas marítimos
2011 Force Protection Inc. Sistemas de combate
2012 Divisão de reparo naval da Earl Industries Sistemas marítimos
2012 Open Kernel Labs Tecnologias
2012 Applied Physical Sciences Aeroespacial
2016 Bluefin Robotics Sistemas marítimos
2018 CSRA Inc. Tecnologias
2018 Hawker Pacific Aeroespacial
2018 FWW Fahrzeugwerk GmbH Sistemas de combate

Vendas de ativos

Ano Ativo vendido Comprador
1953 Liquid Carbonic Corporation Houston Natural Gas Co.
1957 Asbestos Corporation Limited Société nationale de l'amiante
1967 General Atomics Gulf Oil
1976 Canadair Governo do Canadá
1991 Data Systems Division Computer Sciences Corporation
1995 Tactical Missiles Division Hughes Aircraft Company
1992 Cessna Textron
1992 Electronics Division The Carlyle Group
1993 Divisão de Fort Worth, fabricante do F-16 Lockheed Corporation
1994 Space Systems Division Martin Marietta
1994 Unidade de aeroestruturas da Convair McDonnell Douglas
2006 Material Service Hanson
2007 Freeman United Coal Mining Co. Springfield Coal Co.
2010 Desenvolvimento e fabricação de espaçonaves Orbital Sciences Corporation
2014 Advanced Systems MacDonald, Dettwiler and Associates

Administração e dados da empresa

Governo corporativo

Phebe Novakovic é a presidente do conselho de administração e diretora executiva da General Dynamics.

Membro do conselho Função
Phebe Novakovic Presidente do conselho e diretora executiva
James Crown Diretor principal
Rudy de Leon Diretor
Cecil D. Haney Diretor e presidente do Comitê de Nomeações e Governo Corporativo
Mark M. Malcolm Diretor
Jim Mattis Diretor
C. Howard Nye Diretor e presidente do Comitê de Auditoria
Robert K. Steel Diretor e presidente do Comitê de Sustentabilidade
Catherine B. Reynolds Diretora e presidente do Comitê de Finanças e Planos de Benefícios
Laura J. Schumacher Diretora e presidente do Comitê de Remuneração
John G. Stratton Diretor
Peter A. Wall Diretor

Composição em dezembro de 2022.

Finanças

Ano Receita
em milhões de US$
Lucro líquido
em milhões de US$
Ativos
em milhões de US$
Empregados
2005 20.975 1.461 19.700 72.200
2006 24.063 1.856 22.376 81.000
2007 27.240 2.072 25.733 83.500
2008 29.300 2.459 28.373 92.300
2009 31.981 2.394 31.077 91.700
2010 32.466 2.624 32.545 90.000
2011 32.677 2.526 34.883 95.100
2012 30.992 -332 34.309 92.200
2013 30.930 2.357 35.494 96.000
2014 30.852 2.533 35.337 99.500
2015 31.781 3.036 31.997 99.900
2016 30.561 2.572 33.172 98.800
2017 30.973 2.912 35.046 98.600
2018 36.193 3.345 45.408 105.600
2019 39.350 3.484 49.349 102.900
2020 37.925 3.167 51.308 100.700
2021 38.469 3.257 50.073 103.100
2022 39.407 3.390 51.585 106.500

Dados até janeiro de 2023.

Emissões de carbono

A General Dynamics declarou emissões diretas e indiretas de 696.118 toneladas métricas de dióxido de carbono equivalente em 2021, uma queda anual de 8,7%. A companhia pretende reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 40% até 2034 e atingir a neutralidade de carbono antes de 2060.

Emissões anuais totais de dióxido de carbono equivalente da General Dynamics, em toneladas métricas
2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021
901.666 817.293 821.773 784.264 794.161 762.200 696.118 681.454

Perfil dos empregados

Em 2021, 21% dos empregados da General Dynamics nos Estados Unidos eram veteranos das forças armadas, 23% eram mulheres e 27% eram pessoas não brancas. O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos concedeu à companhia o HIRE Vets Gold Award de 2021. A empresa mantinha 26 grupos de afinidade para dez segmentos de empregados. Cerca de 20% do quadro era representado por sindicatos, entre eles a International Association of Machinists and Aerospace Workers e o United Auto Workers. Pesquisas publicadas pela American Association of People with Disabilities, pelo Departamento do Trabalho, pela Military Times, pela U.S. Veterans Magazine, pela Professional Women's Magazine, pela Forbes e pela Fortune incluíram a General Dynamics entre os principais empregadores. Das doações comunitárias da companhia em 2021, 70% foram destinadas à educação e aos serviços sociais, 18% às artes e à cultura e 12% ao apoio a militares.

Leitura adicional

  • Wegg, J. General Dynamics aircraft and their predecesssors. Putnam, Londres, 1990.

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