A Fundação Rockefeller é uma fundação privada dos Estados Unidos, sediada no número 420 da Quinta Avenida, em Nova Iorque, que financia pesquisa médica, artes e ações filantrópicas. Ela foi criada pelo empresário da Standard Oil John D. Rockefeller, chamado de "Senior", por seu filho John D. Rockefeller Jr., o "Junior", e pelo principal consultor de negócios dos dois, Frederick Taylor Gates. O estado de Nova Iorque concedeu a carta de fundação em 14 de maio de 1913. É a segunda instituição filantrópica de grande porte mais antiga dos Estados Unidos, depois da Carnegie Corporation. Seu patrimônio somava 6,3 bilhões de dólares em 2022. Em 2023, tinha mais de 6,4 bilhões de dólares em ativos e ocupava a 35.ª posição entre as fundações do mundo por patrimônio.
A Fundação Rockefeller é juridicamente independente das outras entidades Rockefeller, entre elas a Universidade Rockefeller e o Rockefeller Center. Seus recursos, sua missão e seu conselho de curadores são próprios. A entidade doou bilhões de dólares desde a criação e, na década de 1920, tornou-se o maior empreendimento filantrópico do mundo. Suas atividades alcançaram outros países desde a década de 1930 e deram base ao trabalho de organizações não governamentais internacionais. A Organização Mundial da Saúde tomou como modelo a Divisão Internacional de Saúde da fundação, que enviava médicos ao exterior para estudar e tratar pacientes. A Fundação Nacional da Ciência e os Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos também adotaram modelos derivados de trabalhos financiados pela entidade. A fundação ainda apoiou a formação da Organização das Nações Unidas.
Em 2020, a entidade prometeu retirar seus investimentos em combustíveis fósseis, embora seu patrimônio tivesse vindo em grande parte da Standard Oil. Seu passado também inclui o apoio à eugenia na década de 1930 e escândalos ligados ao trabalho de campo internacional. Em 2021, o presidente da fundação assumiu o compromisso de examinar esse passado e pôr a equidade e a inclusão no centro de suas ações.
História




John D. Rockefeller pensou pela primeira vez em criar a fundação em 1901. Em 1906, seu consultor comercial e filantrópico, Frederick Taylor Gates, recomendou a criação de "instituições filantrópicas permanentes para o bem da humanidade", para que os herdeiros de Rockefeller não "dissipassem suas heranças nem se embriagassem de poder". Em 1909, Rockefeller transferiu 73 mil ações da Standard Oil, avaliadas em 50 milhões de dólares, ao filho, a Gates e a Harold Fowler McCormick, o terceiro curador inicial. Esse foi o primeiro aporte de um patrimônio projetado em 100 milhões de dólares.
A entidade em formação pediu uma carta federal ao Senado dos Estados Unidos em 1910. Junior chegou a se reunir em segredo com o presidente William Howard Taft, por intermédio do senador Nelson Aldrich, para negociar concessões. Naquele período tramitava a ação antitruste de 1911 contra a Standard Oil, e havia forte desconfiança sobre uma possível interferência indevida da família Rockefeller no uso do patrimônio. Senior e Gates retiraram o projeto do Congresso e buscaram uma carta estadual em Nova Iorque.
Em 14 de maio de 1913, o governador de Nova Iorque, William Sulzer, aprovou a carta da fundação, e Junior tornou-se seu primeiro presidente. O grande patrimônio protegeu uma parcela considerável da fortuna de Senior dos impostos sobre herança. O primeiro secretário foi Jerome Davis Greene, ex-secretário da Universidade Harvard. Ele redigiu um "memorando sobre princípios e políticas" para uma das primeiras reuniões dos curadores, no qual traçou uma estrutura geral para o trabalho da entidade. A sede ficava de início no escritório da família, instalado na sede da Standard Oil no número 26 da Broadway. Em 1933, mudou-se para o GE Building, então chamado RCA Building, junto com o escritório da família, que recebeu o nome de Room 5600. A fundação passou depois pelo Time-Life Building, no Rockefeller Center, antes de chegar ao endereço atual na Quinta Avenida.
Em 1914, os curadores criaram o Departamento de Relações Industriais e convidaram William Lyon Mackenzie King para dirigi-lo. Durante o Massacre de Ludlow, King tornou-se um conselheiro próximo de Junior e mudou sua posição em relação aos sindicatos. A participação da fundação nas relações de trabalho foi criticada por favorecer os negócios da família. A partir daí, a entidade limitou-se a financiar organizações responsáveis por esse e por outros campos controversos, sem manter controle direto sobre elas.
Junior tornou-se presidente do conselho em 1917. O Laura Spelman Rockefeller Memorial foi criado por Senior no ano seguinte e recebeu o nome de sua esposa. Por meio dele, a fortuna Rockefeller começou a financiar pesquisas de cientistas sociais. Nos primeiros anos, a entidade concedeu recursos sobretudo a assistentes sociais, com as decisões de financiamento orientadas principalmente por Junior. Beardsley Ruml foi contratado para dirigir o memorial em 1922. Ele deslocou o foco da filantropia Rockefeller para as ciências sociais, estimulou a criação de centros universitários de pesquisa e participou da criação do Conselho de Pesquisa em Ciências Sociais. Os recursos do memorial foram incorporados à Fundação Rockefeller em janeiro de 1929, durante uma reorganização.
A família Rockefeller esteve à frente da fundação em seus primeiros anos. Depois, manteve apenas um ou dois representantes para proteger a independência da entidade e evitar acusações de interferência indevida. Entre esses representantes estiveram o ex-presidente John D. Rockefeller III e seu filho, John D. Rockefeller IV, que deixou o conselho em 1981. Peggy Dulany, filha de David Rockefeller, foi nomeada para um mandato de cinco anos em 1989. David Rockefeller Jr. entrou no conselho de curadores em outubro de 2006. Com isso, o vínculo direto com a família foi restabelecido, e ele se tornou o sexto integrante da família a ocupar o cargo.
C. Douglas Dillon, secretário do Tesouro dos Estados Unidos nos governos de John F. Kennedy e Lyndon B. Johnson, presidiu o conselho da fundação.
As ações das companhias petrolíferas da família formaram por muito tempo uma parcela expressiva dos ativos da fundação. Primeiro vieram as ações da Standard Oil e, depois, as de empresas que a sucederam, como a ExxonMobil. Em dezembro de 2020, a fundação prometeu abandonar os investimentos em combustíveis fósseis. Com um patrimônio de 5 bilhões de dólares, era a maior fundação dos Estados Unidos a aderir ao movimento de desinvestimento. O jornalista Matt Egan, da CNN, escreveu que a decisão tinha um peso especial porque a entidade fora criada com dinheiro do petróleo.
Saúde pública


A saúde pública, a ajuda sanitária e a pesquisa médica] concentram grande parte do trabalho da fundação. Em 5 de dezembro de 1913, o conselho fez sua primeira doação, de 100 mil dólares, à Cruz Vermelha Americana, para a compra de um imóvel destinado à sede da organização em Washington.
A fundação criou escolas de saúde pública nas universidades Johns Hopkins e Harvard, duas das primeiras instituições desse tipo nos Estados Unidos, além da School of Hygiene da Universidade de Toronto, fundada em 1927, e da London School of Hygiene & Tropical Medicine, no Reino Unido. A entidade gastou mais de 25 milhões de dólares na criação de outras escolas de saúde pública nos Estados Unidos e em 21 países. Em 1913, iniciou um programa de apoio ao Bureau of Social Hygiene, mantido por vinte anos e dedicado à pesquisa e ao ensino sobre controle de natalidade, saúde materna e educação sexual. No ano seguinte, criou o China Medical Board. Esse órgão fundou em 1921 o Peking Union Medical College, a primeira universidade chinesa voltada à saúde pública, que foi nacionalizada após a chegada dos comunistas ao poder em 1949. Também em 1914, a fundação iniciou um programa internacional de bolsas para formar pesquisadores em nível de pós-doutorado em universidades de muitos países. Manteve ainda uma relação estreita com a Universidade Rockefeller, então chamada Rockefeller Institute for Medical Research. Muitos docentes ocuparam cargos nas duas instituições.
A Comissão Sanitária para a Erradicação da Ancilostomíase foi uma campanha financiada por Rockefeller entre 1909 e 1914. Seu objetivo era estudar e tratar a ancilostomíase em onze estados do sul dos Estados Unidos. A doença era chamada de "germe da preguiça". Em 1913, a fundação levou o trabalho da comissão a outros países e criou a Divisão Internacional de Saúde, também chamada de Conselho Internacional de Saúde. Foi o início das ações internacionais da entidade em saúde pública. A divisão organizou campanhas de saúde e saneamento contra a malária, a febre amarela e a ancilostomíase na Europa, na América Latina e no Caribe. O trabalho alcançou Itália, França, Venezuela, México e Porto Rico, num total de 52 países, seis continentes e 29 ilhas.
O primeiro diretor da divisão foi Wickliffe Rose. F. F. Russell assumiu em 1923, Wilbur Sawyer em 1935 e George Strode em 1944. Médicos e cientistas de campo como Lewis Hackett, Hideyo Noguchi, Juan Guiteras, George C. Payne, Livingston Farrand, Cornelius P. Rhoads e William Bosworth Castle trabalharam nas campanhas internacionais. Em 1936, a Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene concedeu à Fundação Rockefeller uma das primeiras Medalhas Walter Reed por suas pesquisas e pelo controle da febre amarela. A Organização Mundial da Saúde, criada em 1948, foi vista como sucessora da divisão. Em 1951, a Divisão Internacional de Saúde foi absorvida pela própria Fundação Rockefeller e encerrou o trabalho no exterior.
Os médicos da entidade que trabalhavam em regiões tropicais, entre elas o México, afirmavam agir com neutralidade científica. Também buscavam mostrar o valor da saúde pública como meio de melhorar as relações dos Estados Unidos com o país anfitrião. O trabalho, apresentado como saúde pública e medicina humanitária, muitas vezes se misturava a interesses políticos e comerciais. Na década de 1930, Rhoads esteve no centro de um escândalo de racismo e encobrimento após brincar, em uma carta, que injetava células cancerosas em pacientes porto-riquenhos. O episódio mobilizou o líder nacionalista e anticolonialista Pedro Albizu Campos. Noguchi também esteve envolvido em um escândalo de experimentação humana antiética. Susan Lederer, Elizabeth Fee e Jay Katz pesquisaram esse período. Pesquisadores da fundação, entre eles Noguchi, desenvolveram uma vacina para prevenir a febre amarela. Rhoads tornou-se pesquisador de câncer e diretor do Memorial Sloan Kettering Cancer Center. O prêmio que levava seu nome foi rebatizado quando o escândalo voltou a público.
No fim da década de 1920, a fundação criou a Divisão de Ciências Médicas a partir da antiga Divisão de Educação Médica. Richard M. Pearce a dirigiu até sua morte, em 1930. Alan Gregg o sucedeu e permaneceu no cargo até 1945. A divisão financiou pesquisas em campos da psiquiatria. Em 1935, destinou 100 mil dólares ao Instituto de Psicanálise de Chicago. A doação foi renovada em 1938, e os pagamentos seguiram até o começo da década de 1940. O departamento apoiou estudos sobre contracepção feminina e o sistema reprodutor humano, além de pesquisas controversas de eugenia. Outros recursos foram para departamentos universitários de endocrinologia, hereditariedade humana, biologia de mamíferos, fisiologia e anatomia humanas, psicologia e os estudos de Alfred Kinsey sobre o comportamento sexual humano.
Entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, a fundação financiou saúde pública, enfermagem e serviço social na Europa Central e Oriental.
Em 1950, a entidade ampliou o programa internacional de pesquisa de vírus e abriu laboratórios de campo em Pune, na Índia, Trinidad, Belém, Joanesburgo, Cairo, Ibadan e Cáli, entre outros lugares. Financiou a identificação de vírus humanos, técnicas de identificação viral e estudos sobre vírus transmitidos por artrópodes.
Desde 2019, a Bristol Myers Squibb, a Universidade Johns Hopkins e a Fundação Rockefeller são rés em uma ação de 1 bilhão de dólares na Guatemala por sua participação em um experimento do governo dos Estados Unidos que infectou centenas de guatemaltecos com sífilis na década de 1940. Uma ação anterior contra o governo norte-americano pelos experimentos de sífilis na Guatemala foi rejeitada em 2011. O juiz entendeu que o governo não poderia ser responsabilizado por atos cometidos fora dos Estados Unidos.
Na década de 1940, a Universidade Vanderbilt realizou um experimento no qual deu ferro radioativo a oitocentas gestantes. Em 751 casos, a substância foi administrada em comprimidos, sem o consentimento das mulheres. Um artigo de 1969 do American Journal of Epidemiology estimou que três crianças morreram em decorrência do experimento.
Atuação no Brasil
A Fundação Rockefeller começou a trabalhar no Brasil em 1916, quando uma missão médica examinou as condições sanitárias e as possibilidades de organizar campanhas contra a febre amarela, a malária e a ancilostomíase. A missão abriu um escritório regional e trabalhou com autoridades brasileiras em pesquisas e medidas de controle epidemiológico. O departamento central para a campanha contra a ancilostomíase foi instalado em Niterói. A primeira unidade do interior ficou em Rio Bonito, onde a equipe examinava moradores e distribuía medicamentos.
Em São Paulo, os primeiros acordos de 1916 permitiram que a fundação organizasse e mantivesse por cinco anos o Departamento de Higiene da Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. O departamento deu origem ao Instituto de Higiene, criado em 1918, e à futura Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. A cooperação se estendeu a Minas Gerais e a outros estados. Em 1942, o escritório regional encerrou suas atividades, e parte do trabalho sanitário passou ao Serviço Especial de Saúde Pública.
Pesquisa educacional
John D. Rockefeller participou da criação do General Education Board, cujo controle de despesas conservou. O conselho adotou suas ideias e promoveu o ensino profissionalizante por cinco décadas.
A Fundação Rockefeller e a Carnegie Corporation apoiaram as primeiras experiências de radiodifusão educativa e a participação do rádio comercial, ao lado de emissoras dedicadas somente ao ensino. A entidade pesquisou a eficácia do rádio no ensino em sala de aula e na educação de adultos, além de estudar formas de divulgar os resultados. Por meio do General Education Board, financiou as primeiras experiências das Schools of the Air de Wisconsin e Ohio, junto com outros projetos educacionais.
O interesse da fundação no rádio como instrumento de ensino levou a pesquisas de comunicação sobre temas como o emprego do meio para "educação, controle e pacificação do público". Com o apoio da entidade, esses estudos ganharam espaço nas ciências sociais universitárias e participaram da institucionalização do campo.
Eugenia e Segunda Guerra Mundial


John D. Rockefeller Jr. apoiava publicamente a eugenia. Ainda em 1951, John D. Rockefeller III e John Foster Dulles, então presidente do conselho da fundação, criaram o Population Council para promover o planejamento familiar, o controle de natalidade e o controle populacional, além de objetivos do movimento eugenista.
A Fundação Rockefeller e o Carnegie Institution for Science foram os principais financiadores do Eugenics Record Office até 1939. A fundação também deu recursos a Margaret Sanger e Alexis Carrel, defensores do controle de natalidade, da esterilização compulsória e da eugenia. Sanger foi ao Japão em 1922 e atuou no movimento pelo controle de natalidade no país.
Até 1926, Rockefeller doara mais de 400 mil dólares a centenas de pesquisadores alemães. O valor equivalia a quase 4 milhões de dólares em 2003. Entre os beneficiários estavam Ernst Rüdin e Otmar Freiherr von Verschuer. O dinheiro chegou por meio do Instituto Kaiser Wilhelm de Antropologia, Hereditariedade Humana e Eugenia, também chamado de Instituto Max Planck de Pesquisa Médica. O instituto conduziu experimentos eugenistas na Alemanha Nazista e participou da formação da ideologia racial nazista. Rockefeller gastou quase 3 milhões de dólares entre 1925 e 1935. Também financiou os eugenistas alemães Herman Poll, Alfred Grotjahn, Eugen Fischer e Hans Nachsteim, inclusive depois da chegada de Hitler ao poder, em 1933. O trabalho de Rüdin orientou a esterilização compulsória na Alemanha Nazista. Josef Mengele trabalhou como assistente no laboratório de Verschuer. Os dirigentes da fundação não sabiam da presença de Mengele e suspenderam o financiamento dessa pesquisa antes do início da Segunda Guerra Mundial, em 1939.
A Fundação Rockefeller continuou a financiar pesquisas eugenistas alemãs mesmo depois de ficar claro que elas eram usadas para justificar a discriminação contra judeus e outros grupos, após as Leis de Nuremberg de 1935. Em 1936, cumpriu compromissos de 655 mil dólares com o Instituto Kaiser Wilhelm, apesar da expulsão de cientistas judeus da instituição. A fundação não alertou o público sobre as implicações racistas da ideologia nazista e financiou pesquisas eugenistas ao longo da década de 1930. Ainda na década de 1950, forneceu algum apoio a estudos surgidos da eugenia alemã.
Na década de 1930, a fundação também financiou a mudança para os Estados Unidos de pesquisadores ameaçados pelos nazistas. A iniciativa recebeu os nomes de Programa para Acadêmicos Refugiados e Comitê de Emergência em Ajuda aos Acadêmicos Estrangeiros Deslocados. O programa transferiu ou salvou 303 acadêmicos, entre eles Thomas Mann, Claude Lévi-Strauss e Leó Szilárd. O apoio também permitiu que a The New School acolhesse pesquisadores ameaçados pelos nazistas.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a fundação enviou uma equipe à Alemanha Ocidental para estudar sua participação na reconstrução do país. O grupo concentrou-se no restabelecimento da democracia, em especial no ensino e na pesquisa científica, com o objetivo de reintegrar a Alemanha ao mundo ocidental.
A fundação apoiou projetos iniciais de Henry Kissinger, entre eles a direção dos International Seminars de Harvard, também financiados pela Agência Central de Inteligência, e a revista de política externa Confluence. Kissinger criou as duas iniciativas quando ainda era estudante de pós-graduação.
Em 2021, o presidente Rajiv J. Shah divulgou uma declaração em que condenou a eugenia e apoiou o movimento antieugenista:
"[...] saudamos o Projeto Antieugenia por seu trabalho essencial de compreender [...] as consequências nocivas das ideologias eugenistas. [...] examinar o papel das instituições filantrópicas no desenvolvimento e na perpetuação de políticas e práticas eugenistas. A Fundação Rockefeller está examinando sua própria relação com a eugenia. Isso exige descobrir os fatos e enfrentar verdades incômodas. [...] A Fundação Rockefeller coloca a equidade e a inclusão no centro de todo o seu trabalho. [...] Ao enfrentar as consequências odiosas do passado, [...] entendemos que o trabalho que fazemos no presente não nos absolve dos erros de ontem."
Formação das Nações Unidas
Embora os Estados Unidos nunca tenham ingressado na Sociedade das Nações, a Fundação Rockefeller participou de seus trabalhos. Na década de 1930, fundações privadas mudaram o perfil da organização, que deixou de ser apenas um "parlamento de nações" e passou a atuar como um centro de estudos, com especialistas dedicados a análises detalhadas e imparciais de questões internacionais. Depois da guerra, a fundação participou da criação das Nações Unidas.
Artes e filantropia

A sede administrativa da Universidade de Londres, a Senate House, foi construída com uma doação de 400 mil libras da Fundação Rockefeller, feita em 1926. O rei Jorge V assentou a pedra fundamental em 1933, e o edifício tornou-se sede da universidade em 1937.
Nas artes, a Fundação Rockefeller apoiou o Stratford Shakespeare Festival, em Ontário, no Canadá, o American Shakespeare Festival de Stratford, em Connecticut, o Arena Stage de Washington, o Karamu House de Cleveland e o Lincoln Center de Nova Iorque. A entidade financiou o documentário de Spike Lee sobre Nova Orleães, When the Levees Broke. O Teachers College da Universidade Columbia usou o filme como base para um currículo sobre a pobreza.
O Fundo de Inovação Cultural é um programa piloto de doações administrado pelo Lincoln Center. Com três objetivos gerais, os recursos financiam oportunidades artísticas e culturais em áreas pouco atendidas do Brooklyn e do sul do Bronx.
A fundação apoiou artistas do Haiti em 1948 e um projeto de alfabetização da Unesco no país.
Dean Rusk participou do financiamento das humanidades e das ciências sociais na Guerra Fria, inclusive dos estudos sobre a União Soviética. Em julho de 2022, a Fundação Rockefeller doou 1 milhão de dólares à Fundação Wikimedia.
Centro Bellagio
A fundação possui e administra o Centro Bellagio em Bellagio, na Itália. O centro ocupa uma propriedade de cerca de vinte hectares na península entre os lagos de Como e Lecco, no norte do país. Às vezes é chamado de Villa Serbelloni, o nome da propriedade legada à fundação em 1959, quando Dean Rusk era seu presidente.
O Centro Bellagio mantém um centro de conferências e um programa de residência artística. Entre os residentes estiveram laureados com os prêmios Nobel, Pulitzer, National Book Award, Prince Mahidol Award e MacArthur Fellowship, além de chefes de Estado e de governo em exercício ou já afastados do cargo.
Agricultura
A agricultura entrou na Divisão de Ciências Naturais durante a reorganização de 1928. Em 1941, a fundação concedeu ao México uma pequena verba para pesquisas sobre milho, em cooperação com o novo presidente, Manuel Ávila Camacho. O trabalho começou após a intervenção do vice-presidente Henry A. Wallace e o envolvimento de Nelson Rockefeller. A intenção principal era estabilizar o governo mexicano e afastar uma possível infiltração comunista, protegendo os investimentos da família Rockefeller.
Em 1943, o Projeto Agrícola Mexicano da fundação havia obtido bons resultados na propagação do milho e em princípios gerais de agronomia. O programa foi levado a outros países latino-americanos e, em 1956, à Índia, novamente com o objetivo geopolítico de oferecer uma resposta ao comunismo. Em 1959, dirigentes da fundação convenceram a Fundação Ford, seguida pela USAID e pelo Banco Mundial, a aderir ao projeto filantrópico que ficou conhecido como Revolução Verde. O projeto fora concebido em 1943 como o Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo, no México. A Fundação Rockefeller também forneceu recursos ao Instituto Internacional de Pesquisa do Arroz, nas Filipinas. Parte do programa inicial, o financiamento do instituto passou depois à Fundação Ford. As duas instituições integram o Grupo Consultivo de Pesquisa Agrícola Internacional, conhecido pela sigla CGIAR.
A Revolução Verde custou cerca de 600 milhões de dólares ao longo de cinquenta anos e levou novas tecnologias agrícolas, ganhos de produtividade, safras maiores e fertilização em massa a muitos países. A fundação investiu depois mais de 100 milhões de dólares em pesquisas de biotecnologia vegetal e formou mais de quatrocentos cientistas da Ásia, África e América Latina. Também aplicou recursos na produção de cultivos transgênicos, entre eles arroz e milho. Em 1999, o então presidente Gordon Conway falou ao conselho da Monsanto sobre possíveis riscos sociais e ambientais da biotecnologia e pediu que a empresa não usasse os chamados genes terminadores. A Monsanto assumiu o compromisso público de não comercializar sementes estéreis em outubro daquele ano.
Na década de 1990, a fundação concentrou o trabalho agrícola na África. Em 2006, uniu-se à Fundação Bill e Melinda Gates em um programa de 150 milhões de dólares contra a fome, baseado no aumento da produtividade agrícola. Numa entrevista publicada no centenário da Fundação Rockefeller, Judith Rodin disse que a entidade atuava na África desde os primeiros anos, nas áreas de saúde, agricultura e educação. A agricultura era o maior investimento da fundação no continente.
Desenvolvimento urbano

Cem cidades de seis continentes participaram do programa 100 Resilient Cities, financiado pela Fundação Rockefeller. Em janeiro de 2016, o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos Estados Unidos anunciou os vencedores de sua Competição Nacional de Resiliência a Desastres. Três cidades do programa, Nova Iorque, Norfolk e Nova Orleães, receberam mais de 437 milhões de dólares para projetos de resiliência. A parcela destinada a Norfolk foi a maior verba recebida pela cidade até então.
Em abril de 2019, a fundação anunciou que deixaria de financiar o programa 100 Resilient Cities como um todo. Ela continuou a administrar e custear partes da iniciativa, sobretudo cargos de diretores municipais de resiliência. As demais atividades prosseguiram em duas organizações independentes, Resilient Cities Catalyst e Global Resilient Cities Network, criadas por antigos dirigentes e funcionários do programa.
Pessoas
Conselho de administração e curadores
Em 5 de janeiro de 2017, o conselho de curadores escolheu Rajiv Shah como o 13.º presidente da fundação. Aos 43 anos, Shah foi a pessoa mais jovem e o primeiro indo-americano a presidir a entidade. Tomou posse em 1 de março, no lugar de Judith Rodin. Ela ocupara o cargo por quase doze anos e anunciara sua aposentadoria, aos 71 anos, em junho de 2016. Ex-presidente da Universidade da Pensilvânia, Rodin foi a primeira mulher a dirigir a fundação. Ela sucedera Gordon Conway em 2005.
A composição do conselho registrada em 1 de junho de 2021 era a seguinte:
- Reena Ninan, antiga integrante do Atlantic Council, da Fundação Rockefeller e do Conselho de Relações Exteriores. Atua como moderadora dos fóruns públicos do conselho.
- Almirante James G. Stavridis, presidente do conselho desde 2018, oficial reformado da Marinha dos Estados Unidos, comandante supremo aliado da Otan entre 2009 e 2013, executivo operacional do Carlyle Group e presidente do conselho consultivo da McLarty Associates.
- Agnes Binagwaho, desde 2019, vice-reitora da University of Global Health Equity, em Ruanda.
- Mellody Hobson, desde 2018, presidente da Ariel Investments.
- Donald Kaberuka, desde 2015, ex-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento e ministro das Finanças e do Planejamento Econômico de Ruanda entre 1997 e 2005.
- Martin L. Leibowitz, desde 2012, vice-presidente da equipe de estratégia global do departamento de pesquisas da Morgan Stanley. Trabalhou na TIAA-CREF de 1995 a 2004 e por 26 anos na Salomon Brothers.
- Yifei Li, desde 2013, presidente da Man Group na China.
- Ndidi Okonkwo Nwuneli, desde 2019, cofundadora da Sahel Consulting.
- Paul Polman, desde 2019, presidente da Câmara de Comércio Internacional e da The B Team, ex-diretor executivo da Unilever.
- Sharon Percy Rockefeller, desde 2017, presidente e diretora executiva da WETA-TV.
- Juan Manuel Santos, desde 2020, ex-presidente da Colômbia e ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2016.
- Rajiv Shah, desde 2017, presidente da fundação e integrante ex officio do conselho. Foi curador da entidade de 2015 a 2017 e administrador da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional de 2010 a 2015.
- Adam Silver, desde 2020, comissário da National Basketball Association.
- Patty Stonesifer, desde 2019, ex-presidente e diretora executiva da Martha's Table, além de ex-diretora executiva e copresidente da Fundação Bill e Melinda Gates.
- Ravi Venkatesan, desde 2014, ex-presidente do Bank of Baroda, da Microsoft Índia, de 2004 a 2011, e da Cummins Índia. Também foi representante especial do Unicef para juventude e inovação.
Antigos curadores
Relatórios anuais e os arquivos administrativos da fundação registram os integrantes e as mudanças no conselho desde a criação da entidade.
- Alan Alda, de 1989 a 1994, ator e diretor de cinema.
- Winthrop W. Aldrich, de 1935 a 1951, presidente do Chase National Bank de 1934 a 1953 e embaixador dos Estados Unidos no Reino Unido de 1953 a 1957.
- John W. Davis, de 1922 a 1939, advogado particular de J. P. Morgan e primeiro presidente do Conselho de Relações Exteriores.
- C. Douglas Dillon, de 1960 a 1961, secretário do Tesouro dos Estados Unidos de 1961 a 1965 e integrante do Conselho de Relações Exteriores.
- Orvil E. Dryfoos, de 1960 a 1963, editor do The New York Times de 1961 a 1963.
- Peggy Dulany, de 1989 a 1994, quarta filha de David Rockefeller, fundadora e presidente da Synergos.
- John Foster Dulles, de 1935 a 1952, presidente do conselho, secretário de Estado dos Estados Unidos de 1953 a 1959 e sócio sênior do escritório Sullivan & Cromwell.
- Charles William Eliot, de 1914 a 1917, presidente da Universidade Harvard de 1869 a 1909.
- John Robert Evans, de 1982 a 1996, presidente do conselho, presidente da Universidade de Toronto de 1972 a 1978 e primeiro diretor do Departamento de População, Saúde e Nutrição do Banco Mundial.
- Ann M. Fudge, de 2006 a 2015, ex-presidente do conselho e diretora executiva da Young & Rubicam Brands, de Nova Iorque.
- Frederick Taylor Gates, de 1913 a 1923, principal conselheiro de John D. Rockefeller.
- Helene D. Gayle, de 2010 a 2019, presidente e diretora executiva da CARE.
- Stephen Jay Gould, de 1993 a 2002, escritor, professor e curador do Museu de Zoologia Comparada da Universidade Harvard.
- Rajat Gupta, de 2006 a 2011, ex-diretor da Goldman Sachs, da Procter & Gamble e da AMR Corporation, ex-assessor especial do secretário-geral das Nações Unidas e ex-diretor administrativo da McKinsey & Company.
- Wallace Harrison, de 1951 a 1961, arquiteto da família Rockefeller e principal arquiteto da sede das Nações Unidas.
- Thomas J. Healey, de 2003 a 2012, sócio da Healey Development, professor da John F. Kennedy School of Government da Universidade Harvard, ex-funcionário da Goldman Sachs e ex-secretário assistente do Tesouro dos Estados Unidos.
- Alice S. Huang, professora associada sênior do Instituto de Tecnologia da Califórnia.
- Charles Evans Hughes, de 1917 a 1921 e de 1925 a 1928, presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos de 1930 a 1941.
- Robert A. Lovett, de 1949 a 1961, secretário de Defesa dos Estados Unidos de 1951 a 1953.
- Monica Lozano, de 2012 a 2018, diretora executiva da ImpreMedia.
- Yo-Yo Ma, de 1999 a 2002, violoncelista.
- Strive Masiyiwa, de 2003 a 2018, empresário zimbabuano, pioneiro da telefonia celular e fundador da Econet Wireless.
- Jessica T. Mathews, presidente do Carnegie Endowment for International Peace, de Washington.
- John J. McCloy, presidente do conselho de 1946 a 1949 e de 1953 a 1958, conselheiro de presidentes dos Estados Unidos, presidente da Fundação Ford de 1958 a 1965 e presidente do Conselho de Relações Exteriores.
- Bill Moyers, de 1969 a 1981, jornalista.
- Diana Natalicio, de 2004 a 2014, presidente da Universidade do Texas em El Paso.
- Ngozi Okonjo-Iweala, de 2009 a 2018, ministra das Finanças e das Relações Exteriores da Nigéria e ex-diretora administrativa do Banco Mundial.
- Sandra Day O'Connor, de 2006 a 2013, juíza aposentada da Suprema Corte dos Estados Unidos.
- James F. Orr III, presidente do conselho e presidente e diretor executivo da LandingPoint Capital, de Boston.
- Richard Parsons, de 2007 a 2021, presidente do conselho da Citigroup.
- Surin Pitsuwan, de 2010 a 2012, secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático entre 2007 e 2012 e político tailandês.
- Mamphela Ramphele, presidente da Circle Capital Ventures, da Cidade do Cabo.
- David Rockefeller Jr., de 2006 a 2016, presidente do conselho da fundação desde dezembro de 2010, vice-presidente da Rockefeller Family & Associates, diretor e ex-presidente da Rockefeller & Co. e curador do Museu de Arte Moderna.
- John D. Rockefeller, de 1913 a 1923.
- John D. Rockefeller Jr., presidente do conselho de 1917 a 1939.
- John D. Rockefeller III, presidente do conselho de 1952 a 1972.
- John D. Rockefeller IV, de 1976 a 1981.
- Judith Rodin, presidente da fundação de 2005 a 2016 e integrante ex officio do conselho.
- Julius Rosenwald, de 1917 a 1931, presidente da Sears Roebuck de 1932 a 1939.
- John Rowe, médico, de 2007 a 2019, professor da Mailman School of Public Health da Universidade Columbia e ex-presidente e diretor executivo da Aetna.
- Dean Rusk, de 1950 a 1961, secretário de Estado dos Estados Unidos de 1961 a 1969.
- Raymond W. Smith, presidente da Rothschild Inc., da Arlington Capital Partners e da Verizon Ventures, além de curador da Carnegie Corporation of New York.
- Frank Stanton, de 1961 a cerca de 1966, presidente da CBS de 1946 a 1971.
- Arthur Hays Sulzberger, de 1939 a 1957, editor do The New York Times de 1935 a 1961.
- Paul Volcker, de 1975 a 1979, presidente do Conselho de Governadores do Sistema de Reserva Federal e do Banco da Reserva Federal de Nova Iorque.
- Thomas J. Watson Jr., de 1963 a cerca de 1970, presidente da IBM de 1952 a 1971.
- James Wolfensohn, ex-presidente do Banco Mundial.
- George D. Woods, de 1961 a 1967, presidente do Banco Mundial de 1963 a 1968.
- Võ Tòng Xuân, de 2002 a 2010, vice-reitor acadêmico da Universidade Tan Tao, na Cidade de Ho Chi Minh, e ex-reitor da Universidade An Giang, a segunda universidade do delta do Mekong no Vietnã.
- Owen D. Young, de 1928 a 1939, presidente da General Electric de 1922 a 1939 e de 1942 a 1945.
Presidentes
- John D. Rockefeller Jr., de 11 de fevereiro de 1913 a 6 de novembro de 1917.
- George E. Vincent, de 6 de novembro de 1917 a 20 de setembro de 1929. Foi integrante do General Education Board de John D. Rockefeller e Frederick T. Gates entre 1914 e 1929.
- Max Mason, de 20 de setembro de 1929 a 30 de maio de 1936.
- Raymond B. Fosdick, de 30 de maio de 1936 a 22 de agosto de 1948. Era irmão do religioso norte-americano Harry Emerson Fosdick.
- Chester Barnard, de 22 de agosto de 1948 a 17 de julho de 1952. Foi executivo do Bell System e autor do livro de 1938 The Functions of the Executive.
- Dean Rusk, de 17 de julho de 1952 a 19 de janeiro de 1961. Foi secretário de Estado dos Estados Unidos entre 1961 e 1969.
- J. George Harrar, de 20 de janeiro de 1961 a 3 de outubro de 1972. Fitopatologista, foi chamado de "pai da Revolução Verde".
- John Hilton Knowles, de 3 de outubro de 1972 a 31 de dezembro de 1979. Médico, foi diretor-geral do Massachusetts General Hospital de 1962 a 1971.
- Richard Lyman, de 1 de janeiro de 1980 a 11 de janeiro de 1988. Foi presidente da Universidade Stanford entre 1970 e 1980.
- Peter Goldmark Jr., de 11 de janeiro de 1988 a 31 de dezembro de 1997. Foi diretor executivo da Autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jérsei.
- Gordon Conway, de 1 de janeiro de 1998 a 31 de dezembro de 2004. Ecólogo agrícola, foi presidente da Royal Geographical Society.
- Judith Rodin, de 1 de janeiro de 2005 a 1 de março de 2017. Foi presidente da Universidade da Pensilvânia, reitora e chefe do Departamento de Psicologia da Universidade Yale.
- Rajiv Shah, desde 1 de março de 2017. Foi pesquisador residente da Universidade Georgetown e administrador da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional de 2010 a 2015.
Beneficiários de doações

Entre os beneficiários das doações da fundação estiveram universidades, bibliotecas, centros de pesquisa e organizações internacionais. Os registros da entidade guardam a documentação de projetos, bolsas e doações realizadas desde 1913.
- Universidade Rockefeller.
- Conselho de Relações Exteriores, em especial os estudos War and Peace Studies, feitos de 1939 a 1945 para orientar o Departamento de Estado e o governo dos Estados Unidos sobre a estratégia e o planejamento para a Segunda Guerra Mundial.
- Royal Institute of International Affairs, em Londres.
- Carnegie Endowment for International Peace, em Washington, com apoio ao programa de formação diplomática.
- Brookings Institution, em Washington, com recursos para pesquisas econômicas e sociais.
- Banco Mundial, em Washington, que recebeu financiamento para formar autoridades estrangeiras no Economic Development Institute.
- Universidade Harvard, com doações ao Center for International Affairs e às faculdades de medicina, administração e negócios.
- Universidade Yale, com recursos para o Institute of International Studies.
- Universidade de Princeton, com recursos para o Office of Population Research.
- Universidade Columbia, onde financiou a criação do Russia Institute.
- Universidade das Filipinas em Los Baños, onde financiou pesquisas da faculdade de agricultura e construiu uma residência para estudantes estrangeiros.
- Universidade McGill, onde financiou o Instituto Neurológico de Montreal a pedido do neurocirurgião canadense Wilder Penfield, que conhecera David Rockefeller anos antes.
- Biblioteca do Congresso, onde financiou cópias fotográficas dos catálogos completos das cinquenta principais bibliotecas do mundo.
- Biblioteca Bodleiana, da Universidade de Oxford, que recebeu recursos para construir um edifício com capacidade para cinco milhões de volumes.
- Population Council, de Nova Iorque, que recebeu recursos para bolsas.
- Conselho de Pesquisa em Ciências Sociais, com recursos para bolsas e auxílios de pesquisa.
- National Bureau of Economic Research.
- Instituto Nacional de Saúde Pública do Japão, em Tóquio, antigo Kokuritsu Kōshū Eisei-in, em 1938.
- Grupo dos Trinta. Em 1978, a fundação convidou Geoffrey Bell para criar o grupo consultivo sobre finanças mundiais. Paul Volcker, antigo colaborador da entidade, presidiu o grupo até morrer, em 2019.
- London School of Economics, com recursos para pesquisas e para o orçamento geral.
- Graduate Institute of International Studies, de Genebra, cujo orçamento geral foi financiado entre 1927 e 1954.
- Universidade de Lyon, na França, com recursos para pesquisas em ciências naturais, ciências sociais e medicina, além do novo edifício da faculdade de medicina nas décadas de 1920 e 1930.
- Laboratório Regional de Vírus de Trinidad.
- Results for Development Institute, com recursos para o Center for Health Market Innovations.
- Universidade Mahidol, na Tailândia.
- VoteRiders, organização sem fins lucrativos criada em 2012 para facilitar o acesso de eleitores a documentos de identidade e fortalecer a participação eleitoral.
Leitura adicional
- Abir-Am, Pnina G. (2002). «The Rockefeller Foundation and the rise of molecular biology» (PDF). Nature Reviews Molecular Cell Biology (em inglês). 3 (1): 65–70. PMID 11823800. doi:10.1038/nrm702
- Berman, Edward H. (1983). The Ideology of Philanthropy: The influence of the Carnegie, Ford, and Rockefeller foundations on American foreign policy (em inglês). Nova Iorque: State University of New York Press
- BIRN, Anne-Emanuelle. "Philanthrocapitalism, past and present: The Rockefeller Foundation, the Gates Foundation, and the setting(s) of the international/global health agenda". Hypothesis, v. 12, n. 1, 2014, e8. Disponível online.
- BIRN, Anne-Emanuelle, e FEE, Elizabeth. "The Rockefeller Foundation and the international health agenda". The Lancet, v. 381, n. 9878, 2013, pp. 1618–1619. Disponível online.
- BROWN, E. Richard. Rockefeller Medicine Men: Medicine and Capitalism in America. Berkeley: University of California Press, 1979.
- CHERNOW, Ron. Titan: The Life of John D. Rockefeller Sr. Londres: Warner Books, 1998. Disponível online.
- COTTON, James. "Rockefeller, Carnegie, and the limits of American hegemony in the emergence of Australian international studies". International Relations of the Asia-Pacific, v. 12, n. 1, 2012, pp. 161–192.
- DOWIE, Mark. American Foundations: An Investigative History. Boston: MIT Press, 2001.
- ECKL, Julian. "The power of private foundations: Rockefeller and Gates in the struggle against malaria". Global Social Policy, v. 14, n. 1, 2014, pp. 91–116.
- ERDEM, Murat, e ROSE, W. Kenneth. "American Philanthropy in Republican Turkey; The Rockefeller and Ford Foundations". The Turkish Yearbook of International Relations, v. 31, 2000, pp. 131–157. Disponível online.
- FARLEY, John. To cast out disease: a history of the International Health Division of Rockefeller Foundation (1913–1951). Oxford University Press, 2004.
- FISHER, Donald. Fundamental Development of the Social Sciences: Rockefeller Philanthropy and the United States Social Science Research Council. Michigan: University of Michigan Press, 1993.
- FOSDICK, Raymond B. John D. Rockefeller Jr., A Portrait. Nova Iorque: Harper & Brothers, 1956.
- FOSDICK, Raymond B. The Story of the Rockefeller Foundation. 1952. Disponível online.
- HAUPTMANN, Emily. "From opposition to accommodation: How Rockefeller Foundation grants redefined relations between political theory and social science in the 1950s". American Political Science Review, v. 100, n. 4, 2006, pp. 643–649. Disponível online.
- JONAS, Gerald. The Circuit Riders: Rockefeller Money and the Rise of Modern Science. Nova Iorque: W. W. Norton, 1989. Disponível online.
- KAY, Lily. The Molecular Vision of Life: Caltech, the Rockefeller Foundation, and the Rise of the New Biology. Nova Iorque: Oxford University Press, 1993.
- LAURENCE, Peter L. "The death and life of urban design: Jane Jacobs, The Rockefeller Foundation and the new research in urbanism, 1955–1965". Journal of Urban Design, v. 11, n. 2, 2006, pp. 145–172. Disponível online.
- LAWRENCE, Christopher. Rockefeller Money, the Laboratory and Medicine in Edinburgh 1919–1930: New Science in an Old Country. Rochester Studies in Medical History, University of Rochester Press, 2005.
- MATHERS, Kathryn Frances. Shared journey: The Rockefeller Foundation, human capital, and development in Africa. 2013. Disponível online.
- NIELSEN, Waldemar. The Big Foundations. Nova Iorque: Cambridge University Press, 1973. Disponível online.
- NIELSEN, Waldemar A. The Golden Donors. E. P. Dutton, 1985. O autor chamou a fundação de "pouco imaginativa [...], sem liderança [...] e a caminho da senilidade". Disponível online.
- NINKOVICH, Frank. "The Rockefeller Foundation, China, and Cultural Change". Journal of American History, v. 70, n. 4, 1984, pp. 799–820. Disponível online.
- PALMER, Steven. Launching Global Health: The Caribbean Odyssey of the Rockefeller Foundation. Ann Arbor: University of Michigan Press, 2010. Arquivado em 24 de maio de 2011, no Wayback Machine..
- PERKINS, John H. "The Rockefeller Foundation and the green revolution, 1941–1956". Agriculture and Human Values, v. 7, n. 3, 1990, pp. 6–18. Disponível online.
- SACHSE, Carola. What Research, to What End? The Rockefeller Foundation and the Max Planck Gesellschaft in the Early Cold War. 2009. Disponível online.
- SHAPLEN, Robert. Toward the Well-Being of Mankind: Fifty Years of the Rockefeller Foundation. Nova Iorque: Doubleday & Company, 1964.
- Stapleton, D. H. (2004). «Lessons of history? Anti-malaria strategies of the International Health Board and the Rockefeller Foundation from the 1920s to the era of DDT». Public Health Reports (em inglês). 119 (2): 206–215. PMC 1497608. PMID 15192908. doi:10.1177/003335490411900214
- THEILER, Max, e DOWNS, W. G. The Arthropod-Borne Viruses of Vertebrates: An Account of The Rockefeller Foundation Virus Program, 1951–1970. New Haven e Londres: Yale University Press, 1973. ISBN 0-300-01508-9.
- UY, Michael Sy. Ask the Experts: How Ford, Rockefeller, and the NEA Changed American Music. Oxford University Press, 2020, 270 pp.
- WOOD, Andrew Grant. "Sanitizing the State: The Rockefeller International Health Board and the Yellow Fever Campaign in Veracruz". Americas, v. 6, n. 1, primavera de 2010.
- YOUDE, Jeremy. "The Rockefeller and Gates Foundations in global health governance". Global Society, v. 27, n. 2, 2013, pp. 139–158. Disponível online.
- Rockefeller Foundation 990.
- The Rockefeller Foundation's 20th-Century Global Fight Against Disease. RE:source, Rockefeller Archive Center.
- Artigos sobre a Fundação Rockefeller. RE:source, Rockefeller Archive Center.
