Doca Street (Raul Fernando do Amaral Street) foi um empresário e criminoso brasileiro que matou a socialite Ângela Diniz em 1976. Seu primeiro julgamento, no qual a defesa alegou crime de honra, terminou com uma pena leve e desencadeou um grande protesto feminista sob o lema "quem ama não mata". Ele foi julgado novamente em 1981 e condenado a quinze anos de prisão. Morreu em São Paulo em 2020, aos 86 anos.
Julgamentos e repercussão pública

Street foi julgado em 1979 em Cabo Frio, onde seu advogado defendeu a legítima defesa da honra, e a conduta sexual da vítima e sua dependência de drogas foram amplamente examinadas. O tribunal o condenou, mas ele foi solto logo em seguida, após cumprir parte da pena. O veredito motivou militantes feministas a protestar contra a violência doméstica, e um segundo julgamento, em 1981, resultou em uma condenação a quinze anos de prisão. O caso é amplamente considerado um marco na história do feminismo no Brasil.
Vida posterior e legado cultural

Street obteve liberdade condicional em 1987, após cerca de cinco anos na prisão, e depois atuou no mercado financeiro e no comércio de automóveis. Em 2006, publicou um livro apresentando sua própria versão dos fatos. O caso inspirou uma minissérie de televisão de 1982, uma canção da banda Titãs e, posteriormente, documentários, podcasts e filmes. Morreu de infarto em 2020 e deixou a viúva e três filhos.
