A Caninae, cujos membros são conhecidos como caninos, é uma das três subfamílias encontradas na família dos canídeos. As outras duas subfamílias de canídeos são as extintas Borophaginae e Hesperocyoninae. A Caninae inclui todos os canídeos vivos e seus parentes fósseis mais recentes. Seus fósseis foram os primeiros encontrados na América do Norte e são datados até a era do Oligoceno, então se espalhando para a Ásia no fim do Mioceno, cerca de 7 a 8 milhões de anos atrás.
Taxonomia e linhagem
| Caninae |
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Segundo Kathleen Munthe, "características derivadas que distinguem os caninos de outros canídeos incluem pré-molares pequenos, simples e bem espaçados, um úmero sem forame entipicondilar e um metatarso 1 reduzido a um rudimento proximal."
O gênero Leptocyon (grego: leptos magro + cyon cão) inclui 11 espécies e foi o primeiro canino primitivo. Eles eram pequenos e pesavam cerca de 2 kg. Eles aparecerem primeiramente no Condado de Sioux, Nebraska há cerca de 34–32 milhões de anos, durante o início do Oligoceno. Essa foi a mesma época do surgimento dos Borophaginae, com os quais eles compartilham muitas características. A dentição e crânio dos Borophaginae surgiram para fortes mordidas fatais em comparação com os Leptocyon, que são especializados em caças presas rápidas e pequenas. A espécie L. delicatus é o menor canídeo da história. No fim do gênero, há cerca de 9 milhões de anos, uma linhagem de Leptocyon se parecia com a raposa moderna. As várias espécies de Leptocyon se dividiram há cerca de 11,9 milhões de anos entre as tribos Vulpini (raposas) e Canini.
Os caninos passaram dois terços de sua história na América do Norte antes de se dispersarem para a Ásia, Europa e África há 7 milhões de anos. Uma das características que os distingue dos Borophaginae e Hesperocyoninae é seu peso reduzido em seus membros e pernas mais longas, que podem ter ajudado em sua dispersão. O primeiro canino a chegar na Eurásia foi o animal do tamanho de um coiote Canis cipio, cujos fósseis foram escassamente encontrados na Espanha. Entretanto, a posição do C. cipio no gênero Canis ou Eucyon ainda não é clara.
Relações filogenéticas
Resultados de análises de aloenzimas e cromossomos já sugeriram diversas divisões filogenéticas:
| Divisão | Imagem | Gênero | Espécies |
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| Canina | Canis Lineu, 1758 |
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| Cuon Hodgson, 1838 | |||
| Lycaon Brookes, 1827 |
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| Lupulella Hilzheimer, 1906 | |||
| Cerdocyonina | Speothos Lund, 1839 |
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| Lycalopex Burmeister, 1854 | |||
| Cerdocyon C. H. Smith, 1839 | |||
| Chrysocyon Smith, 1839 | |||
| Atelocynus Cabrera, 1940 | |||
| Vulpini | Nyctereutes Temminck, 1838 |
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| Otocyon S. Müller, 1835 | |||
| Vulpes Garsault, 1764 | |||
| Urocyon | Urocyon Baird, 1857 |
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Análises de DNA mostram que os primeiros três formam clados monofiléticos. As subtribos Canina e Cerdocyonina formam a tribo Canini. Dados moleculares indicam uma origem norte-americana dos Canidae vivos há cerca de 10 milhões de anos e uma origem africana dos Canina (Canis, Cuon e Lycaon), com os chacais sendo os mais basais deste grupo.
O clado sul-americano Cerdocyonina é enraizado pelo lobo-guará e o cachorro-vinagre, e a tribo Vulpini pelo feneco e raposa-afegã. A raposa cinzenta e a raposa das ilhas são basais aos outros clados; entretanto, essa diferença topológica não é fortemente apoiada.
O cladograma abaixo é baseado na filogenia de Linndblad-Toh (2005) modificada para incorporar descobertas sobre espécies de Canis, Vulpes, Lycalopex e Dusicyon.
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| Urocyon |
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Caninae
