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Campeonato Mundial de Handebol Feminino

O Campeonato Mundial de Handebol Feminino(pt-BR) ou Campeonato Mundial de Andebol Feminino(pt-PT?) é uma competição internacional disputada entre as seleções nacionais deste esporte.

O Campeonato Mundial de Handebol Feminino da IHF é organizado pela Federação Internacional de Handebol desde 1938. Nas vinte e seis edições dos torneios realizados, catorze seleções conquistaram o título. A Noruega e a Rússia são as equipes mais bem-sucedida com quatro títulos, seguida pela França e as extintas União Soviética e Alemanha Oriental com três títulos cada.

História

O Campeonato Mundial de Handebol Feminino é o principal torneio da modalidade entre seleções, organizado pela Federação Internacional de Handebol (IHF). Desde sua primeira edição em 1957, o campeonato testemunhou o surgimento de potências, a consagração de lendas e uma disputa acirrada que moldou a história do handebol. A cada dois anos, as melhores equipes do planeta se reúnem para lutar pelo cobiçado troféu.

A edição inaugural do campeonato foi sediada pela Iugoslávia e contou com apenas nove equipes. A Tchecoslováquia emergiu como a primeira campeã, superando a Hungria na final. Nos anos que se seguiram, o domínio do Leste Europeu se tornou inquestionável. Seleções como a União Soviética, a Alemanha Oriental, a Tchecoslováquia e a Hungria se revezavam no pódio, refletindo a força do handebol nesses países.

A vitória da Romênia no Campeonato Mundial de Handebol Feminino de 1962 foi um momento histórico para o país e para o esporte. O torneio demonstrou que o handebol feminino estava crescendo, com mais equipes competitivas surgindo no cenário internacional. O campeonato foi fundamental para consolidar o handebol como um esporte popular em diversos países, abrindo caminho para o crescimento contínuo e a profissionalização do esporte nas décadas seguintes.

Em 1965, o mundo do handebol feminino se reuniu para um torneio que, de certa forma, marcaria o fim de uma era e o início de outra. Realizado na Alemanha Ocidental, não foi apenas uma competição de alto nível, mas também o último grande evento internacional a apresentar o formato de 11 jogadores, antes que a modalidade com 7 atletas dominasse completamente o esporte. Até hoje, o título de 1965 é motivo de orgulho para a Hungria, um lembrete de sua rica história e de como uma equipe talentosa e determinada pode marcar seu nome para sempre no panteão do esporte.

A Federação Internacional de Handebol (IHF) não realizou o Campeonato Mundial de Handebol Feminino de 1968 naquele ano. A União Soviética sediaria o torneio, mas, após a invasão ao território da Tchecoslováquia foi cancelado, retornando somente em 1971.

A União Soviética se destacou como uma das maiores potências do período, conquistando o título em 1982, 1986 e 1990. Em 1982, a equipe se sagrou campeã de forma invicta, demonstrando sua supremacia. A URSS foi a primeira a conquistar a chamada "tríplice coroa", vencendo três edições consecutivas. Suas equipes eram conhecidas pela disciplina tática, preparo físico impecável e talento individual. A rivalidade entre as equipes do bloco socialista era intensa e elevou o nível do jogo, tornando o campeonato ainda mais emocionante.

A Alemanha Oriental foi uma das grandes potências do handebol feminino nas décadas de 70 e 80. As alemãs conquistaram o título três vezes (1971, 1975 e 1978). O triunfo em 1978 marcou o segundo título consecutivo da equipe, o que a consolidou como uma das mais fortes do mundo.

Em dezembro de 1973, as atenções do mundo do handebol se voltaram para a Iugoslávia, que sediou a 5ª edição. A seleção iugoslava, jogando com o apoio de sua torcida, demonstrou sua força e conquistou seu primeiro título, sendo um marco no handebol iugoslavo e é lembrado até hoje como um dos momentos mais importantes da história do esporte no país.

Com a queda do Muro de Berlim e a dissolução da União Soviética e da Iugoslávia no início da década de 1990, o cenário do handebol mundial mudou. Novas nações, como a Rússia, a Noruega e a França, surgiram no mapa. Essa transição permitiu que outras equipes, de diferentes partes do mundo, começassem a brigar por um lugar entre as potências.

A Noruega, um país com forte tradição no handebol, começou a construir sua dinastia nessa época. Embora já fosse uma força no esporte, foi a partir da década de 1990 que as norueguesas se tornaram uma presença constante nas finais, conquistando seu primeiro título em 1999. Sua abordagem inovadora, combinando velocidade e força, revolucionou o handebol feminino.

Desde 1993, tem sido realizado a cada dois anos. Entre 1978 e 1990 foi realizado a cada quatro alternando com o torneio olímpico (introduzido para o handebol feminino em 1976). Os primeiros cinco torneios foram realizados no verão ou início do outono, enquanto os demais foram realizados em novembro ou dezembro. A Alemanha conquistou o título em 1993, um marco para a unificação do país. O triunfo marcou a primeira vez que a equipe, já unificada, subiu ao pódio. A vitória ressaltou a força alemã como uma nação de handebol.

Em 1995, a Coreia do Sul fez história ao se tornar a primeira seleção não europeia a conquistar o título. A vitória na competição, realizada na Áustria e Hungria, foi um marco para o handebol mundial, demonstrando a força do esporte em outros continentes.

A Dinamarca é outra força escandinava que tem um lugar de destaque na história do Campeonato Mundial. O país conquistou o título uma vez em 1997. A vitória marcou um momento histórico para o handebol dinamarquês, que se consolidou como uma das potências do esporte.

O século XXI trouxe uma nova dinâmica ao Campeonato Mundial. A Rússia seguiu os passos da União Soviética, se estabelecendo como uma das maiores vencedoras do torneio, com títulos em 2001, 2005, 2007 e 2009. A equipe russa, conhecida por seu estilo agressivo e passes rápidos, dominou o início da década.

No entanto, a hegemonia russa foi desafiada por equipes como a Noruega e a França. A Noruega, com sua consistência impressionante, continuou a empilhar medalhas. A França, por sua vez, emergiu como uma potência duradoura, conquistando o título em 2003 e, mais recentemente, em 2017 e 2023. As francesas se destacam por sua defesa sólida e contra-ataques letais.

Em 2013, o Brasil surpreendeu o mundo do handebol. Jogando em casa na Sérvia, a seleção brasileira, liderada pela goleira Babi Arenhart e pela artilheira Alexandra Nascimento, realizou uma campanha espetacular, superando adversários tradicionais. A vitória sobre a Sérvia na final deu ao Brasil o seu primeiro título na história do torneio. Essa conquista foi um marco histórico para o esporte no país e quebrou a hegemonia europeia na competição. Conheça as seleções que já ergueram a taça e deixaram sua marca na história do torneio.

Em 2019, a Holanda conquistou o seu primeiro título mundial, depois de ter ficado com o vice-campeonato em 2015. A vitória foi o coroamento de um trabalho de longo prazo, consolidando a equipe como uma das principais forças do cenário mundial.

Em 2025, A Noruega confirmou sua hegemonia na modalidade ao conquistar seu quinto título mundial, vencendo a anfitriã Alemanha na grande final. Com essa vitória, a Noruega se tornou a primeira seleção a conquistar a "tríplice coroa" (Olimpíadas, Europeu e Mundial) pela segunda vez em sua história.

Edições

CAMPEONATO MUNDIAL DE HANDEBOL FEMININO
Ano País sede Disputa do ouro Disputa do bronze
Ouro Placar Prata Bronze Placar Quarto lugar
1957
Detalhes

Iugoslávia

Checoslováquia
7-1
Hungria

Iugoslávia
9-6
Alemanha Ocidental
1962
Detalhes

Romênia

Romênia
8-5 Bandeira da Dinamarca
Dinamarca

Checoslováquia
6-5
Iugoslávia
1965
Detalhes

Alemanha Ocidental

Hungria
5-3
Iugoslávia

Alemanha Ocidental
11-10
Checoslováquia
1971
Detalhes

Países Baixos

Alemanha Oriental
11-8
prorrogação

Iugoslávia

Hungria
12-11
Romênia
1973
Detalhes

Iugoslávia

Iugoslávia
16-11
Romênia

União Soviética
20-12
Hungria
1975
Detalhes

União Soviética

Alemanha Oriental
sem final
União Soviética

Hungria
sem disputa de 3º lugar
Romênia
1978
Detalhes

Tchecoslováquia

Alemanha Oriental
sem final
União Soviética

Hungria
sem disputa de 3º lugar
Checoslováquia
1982
Detalhes
 Hungria
União Soviética
sem final
Hungria

Iugoslávia
sem disputa de 3º lugar
Alemanha Oriental
1986
Detalhes

Países Baixos

União Soviética
30-22
Checoslováquia
Bandeira da Noruega
Noruega
23-19
Alemanha Oriental
1990
Detalhes

Coreia do Sul

União Soviética
24-22
Iugoslávia

Alemanha Oriental
25-19
Alemanha Ocidental
1993
Detalhes

Noruega

Alemanha
22-21
prorrogação
Bandeira da Dinamarca
Dinamarca
Bandeira da Noruega
Noruega
20-19
Romênia
1995
Detalhes

Áustria e Hungria

Coreia do Sul
25-20
Hungria
Bandeira da Dinamarca
Dinamarca
25-24 Bandeira da Noruega
Noruega
1997
Detalhes

Alemanha
Bandeira da Dinamarca
Dinamarca
33-20 Bandeira da Noruega
Noruega

Alemanha
27-25
Rússia
1999
Detalhes

Noruega e Dinamarca
Bandeira da Noruega
Noruega
25-24
segunda prorrogação

França

Áustria
31-28
prorrogação

Romênia
2001
Detalhes

Itália

Rússia
30-25 Bandeira da Noruega
Noruega

Iugoslávia
42-40 Bandeira da Dinamarca
Dinamarca
2003
Detalhes

Croácia

França
32-29
prorrogação

Hungria

Coreia do Sul
31-29
Ucrânia
2005
Detalhes

Rússia

Rússia
28-23
prorrogação

Romênia

Hungria
27-24 Bandeira da Dinamarca
Dinamarca
2007
Detalhes

França

Rússia
29-24 Bandeira da Noruega
Noruega

Alemanha
36-35
Romênia
2009
Detalhes

China

Rússia
25-22
França
Bandeira da Noruega
Noruega
31-26
Espanha
2011
Detalhes

Brasil
Bandeira da Noruega
Noruega
32-24
França

Espanha
24-18 Bandeira da Dinamarca
Dinamarca
2013
Detalhes

Sérvia
Bandeira do Brasil
Brasil
22-20
Sérvia
Bandeira da Dinamarca
Dinamarca
30-26
Polônia
2015
Detalhes

Dinamarca
Bandeira da Noruega
Noruega
31-23
Países Baixos

Romênia
31-22
Polônia
2017
Detalhes

Alemanha

França
23-21 Bandeira da Noruega
Noruega

Países Baixos
24-21
Suécia
2019
Detalhes

Japão

Países Baixos
30-29
Espanha

Rússia
33-28 Bandeira da Noruega
Noruega
2021
Detalhes

Espanha
Bandeira da Noruega
Noruega
29-22
França
Bandeira da Dinamarca
Dinamarca
35-28
Espanha
2023
Detalhes

Dinamarca, Noruega e Suécia

França
31-28 Bandeira da Noruega
Noruega
Bandeira da Dinamarca
Dinamarca
28-27
Suécia
2025
Detalhes

Alemanha e Países Baixos
Bandeira da Noruega
Noruega
23-20
Alemanha

França
33-31
prorrogação

Países Baixos
2027
Detalhes

Hungria
2029
Detalhes

Espanha
2031
Detalhes

República Checa e Polônia

Conquistas por país

 Ordem  País
1 Noruega 5 5 3 13
2 Rússia 4 0 1 5
3 França 3 4 1 8
4 União Soviética 3 2 1 6
5 Alemanha Oriental 3 0 1 4
6 Hungria 1 4 4 9
7 Iugoslávia 1 3 3 7
8 Dinamarca 1 2 4 7
9 Romênia 1 2 1 4
10 Alemanha 1 1 3 5
11 Checoslováquia 1 1 1 3
Países Baixos 1 1 1 3
13 Coreia do Sul 1 0 1 2
14 Brasil 1 0 0 1
15 Espanha 0 1 1 2
16 Sérvia 0 1 0 1
17 Áustria 0 0 1 1

Estreia das equipes

As equipes entre parênteses são consideradas equipes sucessoras pela IHF.

Ano Estreantes Total
1957 Áustria, Checoslováquia, Dinamarca, Hungria, Polônia, Romênia, Suécia, Alemanha, Iugoslávia 9
1962 Japão, União Soviética 2
1965 0
1971 Alemanha Oriental, Países Baixos, Noruega 3
1973 0
1975 Tunísia, Estados Unidos 2
1978 Argélia, Canadá, Coreia do Sul 3
1982 Bulgária, Congo 2
1986 China, França 2
1990 Angola 1
1993 ( Alemanha), Lituânia, ( Rússia), Espanha 4
1995 Brasil, Croácia, ( Chéquia), Costa do Marfim, Eslováquia, Ucrânia 6
1997 Bielorrússia, Macedônia do Norte, Eslovênia, Uruguai, Uzbequistão 5
1999 Argentina, Austrália, Cuba 3
2001 Groelândia, Itália, ( Sérvia e Montenegro) 3
2003 0
2005 Camarões 1
2007 República Dominicana, Cazaquistão, Paraguai 3
2009 Chile, Tailândia 2
2011 Islândia, ( Montenegro) 2
2013 República Democrática do Congo, ( Sérvia) 2
2015 Porto Rico 1
2017 0
2019 Senegal 1
2021 Irã 1
2023 0
2025 Egito, Ilhas Feroé, Suíça 3

Melhores pontuadoras por edição

A detentora do recorde de gols marcados em uma única edição deste evento é Bojana Radulović, após ter marcado 97 gols para a Hungria no Campeonato Mundial de Handebol Feminino de 2003.

Ano Jogadora Gols
1957 Pavla Bartáková 11
1962 Marie Mateju
Ana Stănișel
14
1965 Anne-Marie Nielsen 11
1971 Hideyo Taramizu 22
1973 Christine Gehlhoff 25
1975 Tetyana Makarets 35
1978 Milena Foltýnová
Kristina Richter
41
1982 Jasna Merdan 52
1986 Natalya Kirchik 61
1990 Bożena Karkut
Svetlana Vydrina
50
1993 Hong Jeong-ho 58
1995 Nataliya Derepasko 61
1997 Indira Kastratović 71
1999 Carmen Amariei
Grit Jurack
67
2001 Ausra Fridrikas 87
2003 Bojana Radulović 97
2005 Nadine Krause
Tanja Logwin
60
2007 Grit Jurack 85
2009 Katrin Engel 67
2011 Alexandra do Nascimento 57
2013 Susann Müller 62
2015 Cristina Neagu 63
2017 Nora Mørk 66
2019 Lois Abbingh 71
2021 Nathalie Hagman 71
2023 Markéta Jeřábková 63
2025 Henny Reistad 55

Maior margem de vitória

Margem Equipe vencedora Pontos Oponente Edição
48 Hungria 57–9 Austrália 2005
46 Países Baixos 61–15 Cazaquistão 2021
45 Suécia 66–21 Austrália 2009
41 Países Baixos 58–17 Uzbequistão 2021
41 Angola 52–11 Uzbequistão 2021
41 Áustria 52–11 Tailândia 2009
40 Países Baixos 55–15 Porto Rico 2021
40 Rússia 48–8 Austrália 2009
39 Angola 47–8 Austrália 2005
39 França 46–7 Austrália 2019
38 Países Baixos 53–15 Austrália 2011
38 Coreia do Sul 50–12 Paraguai 2007
38 Suécia 48–10 Porto Rico 2021
38 Iugoslávia 41–3 Tunísia 1975
37 Noruega 48–11 Uruguai 2001
37 Noruega 47–10 Austrália 2005
37 Rússia 45–8 Austrália 2011
37 Rússia 45–8 Tailândia 2009
37 Dinamarca 42–5 Argentina 1999
36 Noruega 43–7 Porto Rico 2021

Fonte: TV2Sporten.no

Ligação externa

  • Página oficial da Federação Internacional de Handebol - IHF (em inglês)

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