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Universidade Grenoble-Alpes

Universidade Grenoble-Alpes

O essencial

data de criação ou fundação31 de outubro de 2019
instância degrand établissement, universidade pública
paísFrança
descrito pela fonteOpen GLAM Survey
Todos os dados da infocaixa 10
Fundação
Humberto II de Viennois1339
Tipo
pública
Orçamento anual
€450 mln
Funcionários técnico-administrativos
2 500
Presidente
Patrick Lévy
Docentes
3 000
Estudantes
45 000
Localização
Grenoble, França
Campus
Grenoble
Página oficial
[2]

A Universidade Grenoble Alpes (UGA, do francês: Université Grenoble Alpes) é uma universidade pública de pesquisa localizada em Grenoble, nos alpes franceses.

Está entre as 100 melhores universidades do mundo, sendo a 5ª melhor universidade francesa, segundo o Ranking de Xangai (2020).

A universidade foi fundada em 1339 sob o nome Universidade de Grenoble, tendo sido dividida em diferentes instituições em 1971. Três das instituições advindas da separação - Universidade Joseph Fourier, Universidade Pierre Mendès-França e Universidade Stendhal - fusionaram-se em 2016, formando a agora Universidade Grenoble Alpes. Após a fusão, seu campus conta com mais de 175 hectares, ganhando o prêmio de uma das 10 mais belas universidades na Europa. É também a 2ª maior universidade francesa em número de alunos, perdendo apenas para a Universidade de Aix-Marselha.

A lista de seus estudantes ilustres conta com cientistas vencedores do prêmio Nobel, astronauta e presidentes.

História

A universidade foi fundada pelo delfin Humberto II em 1339 e confirmada por bula papal de Bento XII datada de 12 de maio de 1339 para ensinar direito civil e canônico, medicina e as artes liberais. Entretanto, a instituição carecia de recursos e desapareceu, por não ter como sustentar-se, após a morte de Humberto II. Foi restabelecida, em 1542 por Francisco de Bourbon e unificada com a Universidade de Valência em 1565. Os habitantes de Grenoble tentaram, sem êxito, restabelecer a universidade várias vezes nos séculos XVI e XVII. Napoleão II restabeleceu as faculdades de direito, letras e ciências entre 1805-1808. Durante a restauração borbónica, em 1815 a Faculdade de Letras foi suprimida (restabelecida em 1847) e a Faculdade de Direito em 1818 (restabelecida em 1824). A Escola de Farmácia e Medicina foi estabelecida em 1866 e se converteu na quarta faculdade em 1894. Entretanto, nessa época a universidade tinha poucos estudantes e oferecia poucas titulações. O desenvolvimento das ciências na universidade foi favorecido pela transformação de Grenoble de uma cidade isolada nas montanhas em um importante fornecedor de técnicas e equipamentos elétricos na década de 1880. As faculdades foram inauguradas formalmente como a Universidade de Grenoble em 1879 na, então recentemente construída, Place Verdun.

O número de estudantes aumentou dos, aproximadamente 340 existentes em 1868, para 3 000 em 1930. O conceito de Établissement public à caractère scientifique, culturel et professionnel (EPCSP) desenvolveu-se à época de Edgar Faure como ministro da educação. Como resultado, a universidade foi dividida em diferentes organizações independentes em 1970 e tornou-se em dos maiores centros universitários da França com aproximadamente 60 000 estudantes em três grandes universidades. Em 2020, havia cerca de 9 000 estudantes internacionais matriculados, além de 8 000 pesquisadores externos convidados.

A Divisão em Universidades distintas

Em 1970 foi dividida em várias instituições diferentes:

  • Grenoble I: Universidade Joseph Fourier (Université Joseph Fourier - UJF) (ciências, tecnologia, geografia, medicina e farmácia);
  • Grenoble II: Universidade Pierre Mendès-France (Université Pierre Mendès-France) (ciências sociais e humanas);
  • Grenoble III: Universidade Stendhal (Université Stendhal) (línguas, letras, linguagem e comunicação)
  • Grenoble-INP: Instituto Politécnico de Grenoble (Institut Polytechnique de Grenoble, antigo INPG: Instituto Nacional Politécnico de Grenoble) com cursos de engenharia. Trata-se igualmente de um estabelecimento de ensino superior com status de universidade: o Grenoble INP agrupa nove escolas de engenharia e diversos laboratórios de pesquisa, notabilizando-se pelo CENG, Centro de Estudos Nucleares de Grenoble e pelos laboratórios de Hidráulica e de Hidrologia. Além disso há alunos e professores de diversas nacionalidades, a exemplo dos professores brasileiros José M. de Azevedo Netto e Jorge Paes Rios.

Tal separação foi parcialmente abolida com a fusão das três principais universidades (Grenoble I, Grenoble II e Grenoble III) no ano de 2016, com INP ainda separado. Em 2020, o Instituto Politécnico de Grenoble, o Instituto de Estudos Políticos de Grenoble e a Escola de Arquitetura devem se fundir com a universidade para levar o nome de universidade integrada.

Influência intelectual

Jean-Jacques Favier.
Jean-Jacques Favier.

Dada a profusão de estudiosos nos mais diversos ramos do conhecimento, Grenoble também orgulha-se de ser o berço de grandes escritores como Henry Beyle (Stendhal) e intelectuais notáveis a exemplo de Jean-Jacques Rousseau e Jean-Luc Godard e do pioneirismo em pesquisas, contando com inúmeros laboratórios, como o Comissariado de energia atômica e energias alternativas (CEA Grenoble), e outros, como os laboratórios de Hidráulica, de Hidrologia, o (E.S.R.F.) European Synchrotron Radiation Facility, e MINATEC.

Todavia, em questões mais objetivas, o fato é que as distintas instituições compartilhavam o mesmo campus e outras instalações. A partir de 2010 foi criado um projeto para a unificação das cinco organizações mas que ainda não se concretizou, portanto, a partir de 1970, o nome "Universidade de Grenoble" (Université de Grenoble) não se refere a uma instituição educativa com existência administrativa real.

Professores de renome

Louis Balleydier; Jules Blache; Raoul Blanchard; Jean-François Champollion; Victor Del Litto; Joseph Fourier; Jacques Freyssinet; Jean Gaudemet; Jean Giroud; Jean Kuntzmann; Georges Lavau; Julien Luchaire; Michel Michel, (sociólogo); Louis Néel; Philippe Nozières; Alain Pessin; Bernard Vauquois; Gilles Lipovetsky, filósofo; Charles Petit-Dutaillis, membro da Academia de Inscrições e Belas-Letras.

Estudantes de renome

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