factograf
PT

Infeção pelo vírus do Nilo Ocidental

Infeção pelo vírus do Nilo Ocidental
Todos os dados da infocaixa 17
Sinónimos
Febre do Nilo Ocidental, encefalite do Nilo
Especialidade
Infectologia
Sintomas
Nenhum, febre, dores de cabeça, vómitos, erupções cutâneas
Complicações
Encefalite, meningite
Início habitual
2 a 14 dias após exposição
Duração
Semanas a meses
Causas
Vírus do Nilo Ocidental transmitido por mosquitos
Método de diagnóstico
Baseado nos sintomas e análises ao sangue
Prevenção
Controlo dos mosquitos, prevenir a picada de mosquitos
Tratamento
Cuidados de apoio, analgésicos
Prognóstico
Risco de morte entre os casos graves: 10%
CID-11
1D46
CID-10
A92.3
CID-9
066.4
DiseasesDB
30025
MedlinePlus
007186
MeSH
D014901

A infeção pelo vírus do Nilo Ocidental ou febre do Nilo Ocidental é uma doença infecciosa geralmente transmitida por mosquitos e causada pelo vírus do Nilo Ocidental. Em cerca de 80% dos casos de infeção as pessoas apresentam poucos ou nenhuns sintomas. Cerca de 20% das pessoas desenvolve febre, dores de cabeça, vómitos ou erupções cutâneas. Em menos de 1% dos casos ocorre encefalite ou meningite, às quais estão associadas rigidez da nuca, confusão ou crises epilépticas. A recuperação da doença pode levar semanas ou meses. Nos casos graves em que o sistema nervoso é afetado o risco de morte é de cerca de 10%.

O vírus do Nilo Ocidental é geralmente transmitido por mosquitos infetados. Os mosquitos ficam infetados quando se alimentam de aves infetadas, as quais são reservatórios naturais da doença. Em casos raros, o vírus é transmitido através transfusões de sangue, transplantes de órgãos ou da mãe para o bebé durante a gravidez. Para além destas, não se conhece outras formas de transmissão direta entre pessoas. Os fatores de risco para desenvolver doença grave incluem idade superior a 60 anos e ter outros problemas de saúde. O diagnóstico geralmente baseia-se nos sintomas e é confirmado com análises ao sangue.

Não existe vacina humana. A forma mais segura de diminuir o risco de infeção é evitar picadas de mosquito. As populações de mosquitos podem ser reduzidas eliminando reservatórios de água estagnada, como pneus abandonados, baldes, caleiras e piscinas. Quando não é possível evitar mosquitos, a utilização de repelentes, proteções nas janelas e redes mosquiteiras diminui a probabilidade de ser picado. Não existe tratamento específico para a doença, embora os analgésicos possam diminuir a intensidade dos sintomas.

O vírus foi descoberto no Uganda em 1937 e já foi detetado na Europa, África, Ásia, Austrália e América do Norte. A transmissão pode ocorrer em surtos. O vírus pode também infetar cavalos, para os quais está disponível uma vacina. A implementação de um sistema de vigilância de aves pode ser útil para deteção precoce de potenciais surtos em seres humanos.

Ler a seguir

Em 42 idiomas

Texto da Wikipédia, CC BY-SA 4.0 · Artigo de origem